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O zum-zum-zum da política e o ti-ti-ti dos políticos


Caiu no colo


Publicado 20/09/2020 11:01

Ser governador do estado é a maior ambição política da Santa & Bela Catarina, um estado de representação pequena no Congresso, numa região que não é unida como o nordeste, por exemplo, portanto com quase nenhuma possibilidade de fazer um presidente, ou mesmo um ministro numa pasta importante. Por isso, ser governador, é o máximo. Dificílimo chegar lá, quase destino. Caiu E não é que caiu no colo do bombeiro Carlos Moisés (PSL), que se candidatou de última hora e se elegeu na onda Bolsonaro? E como Moisés reagiu a esse presente, poucos meses depois de assumir o governo do estado? Dizendo que ajudou Bolsonaro a se eleger. Pára, né? Com isso, arrumou encrenca com o próprio partido. E das grossas. Arrumou encrenca com o clã Bolsonaro. Cagou geral Só se governa com maioria no legislativo, ou, pelo menos, com bom relacionamento com deputados, vereadores, senadores, seja qual for a esfera. O que Moisés fez? Cagou pra Assembleia Legislativa. Cagou para os prefeitos. Cagou pra todo mundo. Se entocou. Talvez tenha pensado que essa era a forma de fazer a nova política: não fazer política. Idiotice Na verdade, política é para políticos. Essa ideia de levar para cargos políticos gente “não política” é uma baboseira, idiotice das brabas. Demonizar os políticos é fácil, e aproveitadores vão nessa vibe pra se eleger. Política é relacionamento. Política tem que ser exercida entre os poderes. Maiorias tem que ser reunidas ao redor de um projeto. Simples assim. O beabá. Velho Se bizolharmos com atenção, veremos que os que se elegem com a promessa de fazer diferente, de fazer a nova política, acabam fazendo o velho, do velho, do velho. Além de não saber nada, e achar que sabem tudo, ainda por cima não conhecem o funcionamento da máquina e a dinâmica administrativa de prestação de contas de todos os seus atos, obrigatoriedade de qualquer governo. Aventuras Por isso se metem a fazer merda, em aventuras como hospitais de campanha com preços absurdos, que prometem uma imagem de novidade, quando os hospitais já existentes, que travam diariamente a árdua missão de cuidar da saúde do povo, ficam esquecidos e sem um puta tostão. Mais fácil inventar tudo de novo do que administrar o que já existe. Comprar respirador que não existe e pagar adiantado. Política de sempre E essas colocações, na modesta opinião desse pançudo escriba, é que pesam no impeachment tanto do nosso governador Carlos Moisés, quanto do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Impeachment é uma decisão política. De sempre Decisão política e, pouco importa os motivos que arrumam. Collor caiu por causa de uma Elba, Dilma por pedalada, cai-se por qualquer coisa quando se perde apoio político. E essa não é a velha, nem a nova política: é a política de sempre. Julgamento político Mas, cá entre nós, tenho minhas dúvidas ainda se o impeachment de Moisés progredirá diante do tribunal misto composto de 5 deputados e 5 desembargadores, onde é preciso 8 dos dez votos para o governador ser afastado. De cabeça de deputado sabe-se o que sai: julgamento político. De cabeça de juiz, nunca se sabe. O futuro dirá. Um futuro de 15 dias. Foto (Divulgação)

 


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