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E na caverna havia uma mosca


Cada um de nós possui algumas certezas e incertezas também. E se tratando de hábitos, seja qual for, por exemplo, dificilmente trocamos o local onde costumamos fazer nossos lanches, ou ainda, mudar nosso tradicional pedido. Doravante, um menino do campo, com os seus conhecimentos infinitos onde mora e limitado na cidade quando chega ao meio urbano, entre o medo e a vergonha seus olhos, descobre um novo mundo. Numa eventualidade que esse menino venha residir nessa nova civilização, provavelmente mudará seu modo de se comunicar, de se vestir, de pensar e até mesmo de brincar.

Agora, gostaria que pensasse no seu caso. Você é receptível a mudanças? Parece que o ser humano contemporâneo continua com o medo do novo. De escolher ir de ônibus e não de avião – desconsiderando o fator econômico e levando em conta a coragem. Será que nos falta ousadia? Coragem? Ou somos acomodados? Portanto, pensamos então em eleições; quais são os nossos critérios para elegermos um candidato? Como costumo dizer: religião é fé, futebol é paixão e política é consciência. E não adianta misturar os três. Ou seja, para votar temos que ter, sobretudo, consciência e não a mesmice de querer continuar naqueles que visam dinheiro ou poder. E o poder é como a picada da mosca azul, de Machado de Assis. Nunca se esquece.

Há muitas elucidações que podem nos mostrar que é possível abrir nossos olhos. Em Platão, com o Mito da Caverna, ele procura mostrar que após ver as imagens verdadeiras não vamos querer mais ver as sombras. Por conseguinte, quando realmente presenciarmos o desenvolvimento, trabalho e salários dignos, não vamos querer voltar às promessas. Imaginamos, se hoje os impostos fossem reduzidos, sentiríamos saudades dos atuais elevados impostos? Às vezes continuar o que alguém começou pode ser uma estagnação na economia. Já que com Lula crescemos menos que com FHC.

Para os desgostosos, o que dizer da China, que numa década se tornou uma potência, e o Brasil, que em oito anos começou como uma nação emergente e está terminando como emergente. Quando uma crise imobiliária não nos afetou é porque estávamos longe de grandes investimentos. De imobiliária só nos restou aqui o vergonhoso plano Minha Casa, Minha Vida. As pessoas que não têm um lar merecem muito mais do que uma esmola do governo. E aos que enxergarem longe, pode parecer ridículo, embora devemos pensar num estado menos centralizador. Quem quiser um estado forte pegue sua trouxa e vá morar com Hugo Chaves. O Brasil precisa crescer. Não em planos sociais, que tem finalidade apenas de votos.

Depreendo dizendo que é hora de um novo passo. Continuando com populismo e sobrevivendo com a política social, não vamos ser um país de todos. Os diversos movimentos sociais são essenciais, só que estão virando um câncer num estado que querem fortalecer. Ou seja, as ONGs, entidades, entre outros, fazem tudo e o governo cruza os braços. É certo? Construir um país por mãos solidárias? E onde estão os nossos políticos? Inaugurando os PACs, qual foi o último número mesmo? PAC 4 ou PAC 5? Ah! Foi o PAC 2, como se fizesse diferença.

José de Souza Júnior

js_junior@yahoo.com.br


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