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JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Pinos soltos


Lá se vão quase três semanas de paralisação do transporte de contêineres pela Navecooper – Cooperativa de Transportadores Autônomos Rodoviários de Contêineres de Navegantes e região, o que vem acumulando prejuízos imensuráveis no complexo portuário de Itajaí.

Tomar conta

O que os motoristas estão querendo é o monopólio de um mercado com o qual não estão amparados legalmente para trabalhar. Até porque, depois de desistir da negociação com os transportadores, tentaram um acordo direto com os armadores. O porém é que a cooperativa não possuiu documentação pra emitir notas fiscais e muito menos receber valores.

Nada de imposição

O que se sabe é que entre os armadores existe um consenso de que não vão aceitar imposição de qualquer parte sobre com qual prestador de serviço de transporte rodoviário se deve trabalhar, independente de que lado da vala (Itajaí ou Navegantes) eles atraquem seus naviozões.

Quiseram brecar

No final do ano passado, uma transportadora contratou uma escolta pra acompanhar os carregamentos das caixas de metal vazias, feitos por caminhoneiros que não aderiram à greve. Teve grevista que tentou impedir que caminhões deixassem a Portonave. A polícia Militar teve, infelizmente, que intervir.

Ir e vir

Na semana que se encerra, novamente alguns motoristas tentaram voltar ao trampo e seus brutos foram apedrejados e depredados. O que se está afrontando é o direito constitucional de ir e vir, a liberdade daqueles que querem trabalhar normalmente. E mais, a barriga já anda roncando e contas se acumulando na casa de muitos caminhoneiros.

Preju total

O triste desse descalabro que vem sendo perpetuado pela intransigência da cooperativa é que tem armadores cancelando descargas de contêineres vazios no Complexo Portuário de Itajaí, o que tá gerando um prejuízo medonho pra toda a cadeia logística bem como à imagem já afetada fortemente pela greve dos conferentes.

Coisa perigosa

Agentes do programa de contenção de Ocupações Irregular em Itajaí, mais conhecido como Vida, estariam portando as temidas armas de choque, que há algum tempo geraram muita polêmica na city peixeira, já que se aventou a possibilidade de serem adotadas pelos guardas da Codetran.

Zoio em cima

O projeto Vida nasceu de uma indicação da vereadora loiruda Susi Bellini (PP). São 12 agentes terceirizados (mais do que o remédio em casa?) que atuam na cidade, com quatro motos, e visam conter a ocupação irregular em áreas de risco, além de brecar os que buliram com a mãe natureza. Bacana, legal.

Peraí

É tão lindo que este governo que tem em seus quadros um ex-prefeito, o secretário de Planejamento João Omar Macagnan (o que ele planeja mesmo?), que quando tava no paço adotou o slogan “Há lugar para todos”, ficar com a cachola preocupada com novas invasões, principalmente em áreas de risco como morros, por exemplo.

Donos da lei

O que se pondera e causa preocupação é que quando acontece alguma situação que pode colocar em risco a integridade física de um agente, constitucionalmente é a polícia que deve agir, e nunca um agente que anda de motoca pelaí, pago pelo município e que pode acabar dando um baita chocaço no pessoal. Tá tudo errado!

Falta oposição

O que falta em Itajaí é uma oposição séria, comprometida. E isso o eleitor deve observar na hora de escolher seus representantes. Não existe sistema que funcione corretamente se não for formado por situação e oposição fortes. É um de zoio no outro. Aqui, em Itajaí, é essa vergonheira. Na câmara de vereadores apenas dois vereadores fazem oposição. Um faz oposição meia boca e outro devagar. E os outros dizem amém.

Nem te ligo

O sujeito vai até a sua sessão eleitoral e aperta na urna o número do seu candidato, consciente de que está votando em alguém que será, por exemplo, contrário ao que aí está. E depois que acaba o pleito, nos arranjos (ou seriam desarranjos?) políticos entre as siglas, viram situação. O candidato que chamava o outro de feio, agora diz que ele é lindo. E que, se instado a se explicar, diz que agora o vê por outro prisma... Phode?

Não tem

Apesar de que não tem esse ou aquele que seja bom. Não que se deseje perfeição. O PT de Itajaí e o PP não se misturam, um não se se senta à mesa com o outro. É aquela briguinha, raivinha. Tem a história de quando o Volnei era prefeito, tinha as viúvas do Jandir que azucrinavam. Agora que o Jandir é prefeito, as viúvas do Volnei ficam berrando. O mais do mesmo de sempre...

O resto é perfumaria barata

O Eni Voltolini do PP já foi deputado estadual e federal e consultor de gestão no governo Jandir Bellini lá atrás. Era estrangeiro e foi demonizado por estas bandas por petistas naquele tempo. Agora, retornou ao comando da Fundação de Meio Ambiente no governo Carlito Mers (PT), em Joinville. E ainda tem quem garganteia ideologia e cosa & losa. Tudo é ocasião, necessidade e acordos políticos pra ganhar eleição.


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