Colunas


Escravos de fantasmas


A política é um fenômeno que não tem um fim, não acaba. A cada movimento ela se transforma, mas não se elimina. Os governos, sai um entra outro, são apenas parte deste ciclo da vida [necessariamente] baseada em vivermos juntos [mas não unidos] e falarmos uns com os outros. Para que a política não seja um desejo de uma única pessoa, mas uma organização estrutura em instituições, está costurada em “Constituições”. E isso quer dizer que aquela forma e aquela organização do sistema político “Constituem”, “Formam”, “Geram”, “Produzem” uma existência política.

Toda organização de algo, para ter bons resultados, requer rigor em sua formulação. A “Constituinte” necessita ser como as vigas de uma construção. É o que assegura a continuidade estável da vida política. Suas fragilidades devem ser corrigidas com o tempo, mas não podem estar em seus fundamentos. Caso seja mal feita, estará condenada a usos limitados, geração de instabilidades e criação de medos.

Os oportunistas tentarão aproveitar todas as chances de ter vantagens com a possibilidade de terremoto político. Farão do medo dos outros suas armas; do temor sua grandeza. Serão profetas dos fantasmas da ruína. E usarão da mentira para arrastar correntes no subsolo da noite. Essa é uma maneira de aprisionar os mais frágeis, os que não podem mais ter autonomia de pensamento ao circular em suas veias a inquietação da existência, ao respirar o pavor dos sussurros, e ao olhar o terror nas espreitas.

O medo faz com que as pessoas percam sua liberdade, tussam seus pavores, arregalem suas agonias mais pessoais. Com medo, os que foram gerados sem orientações e princípios de segurança ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

Toda organização de algo, para ter bons resultados, requer rigor em sua formulação. A “Constituinte” necessita ser como as vigas de uma construção. É o que assegura a continuidade estável da vida política. Suas fragilidades devem ser corrigidas com o tempo, mas não podem estar em seus fundamentos. Caso seja mal feita, estará condenada a usos limitados, geração de instabilidades e criação de medos.

Os oportunistas tentarão aproveitar todas as chances de ter vantagens com a possibilidade de terremoto político. Farão do medo dos outros suas armas; do temor sua grandeza. Serão profetas dos fantasmas da ruína. E usarão da mentira para arrastar correntes no subsolo da noite. Essa é uma maneira de aprisionar os mais frágeis, os que não podem mais ter autonomia de pensamento ao circular em suas veias a inquietação da existência, ao respirar o pavor dos sussurros, e ao olhar o terror nas espreitas.

O medo faz com que as pessoas percam sua liberdade, tussam seus pavores, arregalem suas agonias mais pessoais. Com medo, os que foram gerados sem orientações e princípios de segurança interior, na fermentação da ética e nos contornos morais da vida em grupo, dão demonstrações claras de sua prisão ao indicarem aos outros as responsabilidades que são suas e a solução das consequências de decisões suas. São “mendicantes da vida”, “sementes de solo duro”. O medo é um “ser” que se instala na cabeça das pessoas e lhes distorce sua própria existência.

Os eleitos para a vida e para a política que se utilizam do medo para mostrar sua “grandeza” serão desmentidos por suas mentiras e seus próprios fantasmas. Ao arranharem seus próprios dentes e corroerem sua inteligência possível, serão flagrados como senhores de escravos em período de democracia. A política se movimenta, e está sempre uma semana atrasada em relação às promessas que só podem existir no dia de amanhã. A “Constituição” da Política, organizada e enraizada em solo fértil, provoca passos seguros e afasta os “encantadores de medos”; formam pessoas fortes e resistentes ao pavor dos fantasmas que circulam nas cabeças.

A cada semana, muito atrasados em relação às nossas esperanças, caminhamos sobre o trilho das angústias. Mas já desgostosos com a parafernália das bocas que gritam seus temores e a recuperar nossa própria “sanidade” de pensamento, já não estamos mais propensos a estender a mão aos condutores escravocratas. Não podemos optar recuados pelo temor. Libertemo-nos dos escravocratas e de seus fantasmas e dos nossos!


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Punição prevista em lei pra maus-tratos a animais funciona no Brasil?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Eleições 2026

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Cão Orelha

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

BANCO MASTER

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Colonialismo de dados

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil

Microbolsas

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil



Colunistas

Agricultura familiar leva revés do Estado

JotaCê

Agricultura familiar leva revés do Estado

Onde a Cidade Aprende a Torcer

Clique diário

Onde a Cidade Aprende a Torcer

Coluna Esplanada

Mulheres no front

CPI dos Cartórios depende de assinaturas na Alesc

Coluna Acontece SC

CPI dos Cartórios depende de assinaturas na Alesc

Casório em Cabeçudas

Coluna do Ton

Casório em Cabeçudas




Blogs

Marcílio Dias: ou ganha ou ganha

Blog do JC

Marcílio Dias: ou ganha ou ganha

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

VersoLuz

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Espaço Saúde

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas

A bordo do esporte

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.