Divergência é um dos elementos da vida e do comportamento humano mais importantes. É o que estimula o desenvolvimento coletivo, o amadurecimento pessoal, a criatividade. Traçar dúvidas como impulso para aumentar possibilidades, observar ambientes e testar [testa como endereço do cérebro] em cenários improváveis, organizar perguntas ao estímulo dos avanços possíveis... Tudo isso é o que permite você se afastar do pronto, do acabado, do limitado, do fim. Se não há mais perguntas a fazer, então não há mais o que fazer: fim!
Por vezes, ou por muitas vezes, é de extrema dificuldade você se fazer perguntas sobre si mesmo. Você é o principal fenômeno [aquilo que se mostra] que se esconde dos próprios desafios de autodivergência. Com pouco esforço você pode se notar e tentar sublinhar traços de seus comportamentos. Não me refiro a como você se prepara para sair de casa e mostrar aos outros como você gostaria de ser visto. Se você é uma daquelas pessoas que tem por hábito tentar deixar as coisas pessoais, particulares, íntimas bem-organizadas, você tende a determinados indicadores comportamentais.
Lavar a louça e organizar a cozinha enquanto cozinha pode lhe dizer algo que o espelho não mostrará. Produzir controle sobre o ambiente, potencializar previsibilidade sobre o que é necessário e proporcionar lucidez aos pensamentos e execução das coisas são revelações interessantes. Com autodisciplina você cataliza antecipações potenciais ao evitar acúmulos [louças para limpar, bancada para organizar, utensílios dispersos e desencontrados], diminui ou elimina assombros de sobrecarga. Se há muito o que fazer, tarefas diferentes que se acumulam diante de você, tudo à sua frente parecerá turbulento, em fuga da ordem e do controle, fantasmas barulhentos.
Com autodisciplina, organização do ambiente e projeção de seus atos diante das tarefas a serem feitas, você tende a ter mais foco e planejamento das atividades, conseguirá perceber intenção ...
Por vezes, ou por muitas vezes, é de extrema dificuldade você se fazer perguntas sobre si mesmo. Você é o principal fenômeno [aquilo que se mostra] que se esconde dos próprios desafios de autodivergência. Com pouco esforço você pode se notar e tentar sublinhar traços de seus comportamentos. Não me refiro a como você se prepara para sair de casa e mostrar aos outros como você gostaria de ser visto. Se você é uma daquelas pessoas que tem por hábito tentar deixar as coisas pessoais, particulares, íntimas bem-organizadas, você tende a determinados indicadores comportamentais.
Lavar a louça e organizar a cozinha enquanto cozinha pode lhe dizer algo que o espelho não mostrará. Produzir controle sobre o ambiente, potencializar previsibilidade sobre o que é necessário e proporcionar lucidez aos pensamentos e execução das coisas são revelações interessantes. Com autodisciplina você cataliza antecipações potenciais ao evitar acúmulos [louças para limpar, bancada para organizar, utensílios dispersos e desencontrados], diminui ou elimina assombros de sobrecarga. Se há muito o que fazer, tarefas diferentes que se acumulam diante de você, tudo à sua frente parecerá turbulento, em fuga da ordem e do controle, fantasmas barulhentos.
Com autodisciplina, organização do ambiente e projeção de seus atos diante das tarefas a serem feitas, você tende a ter mais foco e planejamento das atividades, conseguirá perceber intenção dos outros diante do que você faz; você verá e sentirá que assim, há clareza na capacidade de dividir sua atenção a situações distintas. Isso porque decorre de sua organização mental, sob o mundo ao seu redor, como boa parte dos fenômenos se mostrarão e se movimentarão. Tudo isso influencia os outros ao seu redor. Alguns tentarão, mesmo, resistir, mas serão tomados pela força da adequação entre pensamento, organização mental e fluidez dos fatos. Com menos tensão, menos irritação e menor dispersão as coisas serão mais aceitáveis. E ainda as divergências virão com mais “beleza relacional”. Ambientes mais organizados diminuem cargas e sobrecargas emocionais e cognitivas.
As divergências sempre serão bem aceitas onde e quando a organização de ambientes e pensamentos mais claros e lúcidos estão evidentes, simplesmente porque diminuem as disputas pela centralidade e visibilidade. Por certo haverá oposição, os dispositivos daqueles que, ao observar que ali reina serenidade e autodisciplina – características distantes de seus atos, tentarão produzir ruínas. Podem acionar as virtudes do caos criativo. É certo, mas pouco frequente!
Aqueles que em política ou em qualquer campo aderem ao simplismo da oposição por não se “encaixarem”, por se vestir em nobrezas visuais, mas deixarem a cozinha em “situação de guerra”, revelam imagens que os espelhos dissimulam. Aceitar as divergências e se vestir delas não requer ser oposicionista ou acusar o divergente como adversário.
Em pleno ano eleitoral e nos estojos dos candidatos, estamos iniciando a saída do oposicionismo ralo [carregados de esforços sobrenaturais de fome encantada em lendas superfantásticas]. Não quer dizer que estamos indo ao centro do espectro político, mas, simplesmente, cansamos das tentativas de que uma vitória é vingança diante da derrota do outro. Há um país cheio de gente que precisa de mais, muito mais do que revolta e vingança mostrada em espelhos retorcidos de pessoas retorcidas, de políticas retorcidas!
Mestre em Sociologia Política