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Altevir Baron é diretor de vendas, com trajetória marcada por liderança, ética e resultados no mercado imobiliário de alto padrão. Apaixonado por comportamento humano e cultura organizacional, escreve semanalmente sobre os bastidores do mundo corporativo. Suas reflexões unem experiência prática, pensamento crítico e olhar humano sobre empresas e pessoas Instagram: @abaronoficia | LinkedIN: altevirbaron

Pessoas certas em cargos errados


Nem todo bom profissional está no lugar certo. E essa é uma das maiores distorções silenciosas dentro das organizações. Existe uma crença confortável de que ser uma boa pessoa, leal e comprometida, automaticamente habilita alguém para qualquer função. Não habilita. Caráter não substitui competência. E intenção não entrega resultado.O erro começa quando empresas confundem confiança com capacidade técnica. Promovem quem é próximo, quem “veste a camisa”, quem nunca deu problema. Mas esquecem de perguntar: essa pessoa está preparada para o próximo nível? Subir na hierarquia não é prêmio. É aumento de responsabilidade. Cada cargo exige repertório, tomada de decisão, leitura de cenário e, principalmente, entrega sob pressão. Nem todos estão prontos para isso e tudo bem. O problema é insistir no erro. Quando alguém ocupa uma função acima da sua capacidade, dois prejuízos surgem. O primeiro é o da própria pessoa. Ela começa a se sentir insegura, pressionada, muitas vezes perdida. O que antes era confiança vira tensão. O desempenho cai, a autoestima acompanha. O segundo é o da empresa. Decisões ficam mais lentas, erros aumentam, a equipe perde direção. E o custo invisível cresce: desmotivação, retrabalho, desgaste. O mais perigoso é que isso raramente é tratado com clareza. Por receio, por política interna ou por apego emocional ou para encobertar a decisão de que promoveu tal colaborador. Mas ignorar o problema não o resolve apenas o prolonga. E isso exige coragem. Coragem para avaliar com critérios reais, não emocionais. Coragem para reconhecer que alguém pode ser excelente mas não para aquele papel e a missão. E, sobretudo, coragem para ajustar se errar na decisão.

Reposicionar não é punir. É respeitar o potencial real de cada um mais isso da trabalho.

Existem profissionais brilhantes que performam melhor na execução do que na liderança. Outros que são ótimos tecnicamente, mas não têm perfil de gestão e nem tato algum para liderar. Algumas empresas entendem isso rápido porque ja erraram. Elas constroem ambientes onde desempenho e aderência ao cargo caminham juntos. Onde promoção é consequência de preparo e não de tempo de casa. No fim, o jogo organizacional não é sobre ter pessoas boas. É sobre ter as pessoas certas, nos lugares certos, entregando o que o cargo exige. Porque quando há desalinhamento, as sequelas aparecem. E quase sempre sao enormes. Pense nisso antes de promover alguém a alguma nova missão. Pense nisso e melhore sempre.

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Existem profissionais brilhantes que performam melhor na execução do que na liderança. Outros que são ótimos tecnicamente, mas não têm perfil de gestão e nem tato algum para liderar. Algumas empresas entendem isso rápido porque ja erraram. Elas constroem ambientes onde desempenho e aderência ao cargo caminham juntos. Onde promoção é consequência de preparo e não de tempo de casa. No fim, o jogo organizacional não é sobre ter pessoas boas. É sobre ter as pessoas certas, nos lugares certos, entregando o que o cargo exige. Porque quando há desalinhamento, as sequelas aparecem. E quase sempre sao enormes. Pense nisso antes de promover alguém a alguma nova missão. Pense nisso e melhore sempre.


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