Crise financeira

Justiça aceita pedido de recuperação judicial de indústria pesqueira de Itajaí

Empresa alega prejuízos com operações policiais e acumula dívida de mais de R$ 51 milhões

Empresa tem 60 dias pra montar plano de quitação das dívidas que chegam a R$ 51,1 milhões

(Foto: Divulgação)
Empresa tem 60 dias pra montar plano de quitação das dívidas que chegam a R$ 51,1 milhões (Foto: Divulgação)

Tradicional empresa de pesca de Itajaí, com 28 anos de história, a Vitalmar Pescados teve o pedido de recuperação judicial aceito pela justiça. A partir da decisão dada no último dia 16 de novembro pelo juiz Fernando Machado Carboni, da 3ª Vara Cível de Itajaí, a empresa tem 60 dias pra apresentar um plano de quitação das dívidas que somam R$ 51,1 milhões.

A decisão abrange as empresas Vitalmar Participações e Transvital Transportes, que fazem parte do mesmo grupo. No pedido de recuperação, a empresa citou uma “série de fatores externos” ...

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A decisão abrange as empresas Vitalmar Participações e Transvital Transportes, que fazem parte do mesmo grupo. No pedido de recuperação, a empresa citou uma “série de fatores externos” que teriam contribuído para a crise financeira da companhia. Entre eles estão operações policiais contra a empresa nos últimos anos.

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A primeira foi em 2014, a Operação Poseidon, quando a Polícia Federal bateu em fábricas de pescados de Itajaí e região. A investigação apurou irregularidades na compra, processamento e venda de pescados, além de captura ilegal de espécies de peixes ameaçadas de extinção que eram destinadas à indústria da pesca.

A Vitalmar acabou sendo absolvida no caso, mas a operação provocou prejuízos à empresa, conforme alegou à justiça, com queda de faturamento, fim de negociações com bancos e perda de limites de crédito, trazendo dificuldades na captação de recursos pra manter as operações.

A empresa também citou a operação Fugu, de 2017, que apurou o envolvimento de servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em esquema de inspeção que favorecia empresas suspeitas de adulterar produtos pra ficarem mais pesados. A Vitalmar aponta que os negócios foram novamente prejudicados com o caso, que depois teve o inquérito arquivado.

Além das investigações policiais, a empresa também alegou dificuldades financeiras e econômicas, como a falta de condições de reposição do capital de giro, alta na taxa de juros pra tomada de empréstimos  e a redução de matéria-prima no Brasil, além da concorrência com produtos importados. Com a recuperação judicial, a Vitalmar espera reorganizar suas operações “para o retorno da atividade ao mercado de maneira saudável”.

A decisão judicial nomeou o perito André Luis da Costa para assumir o cargo de administrador judicial da empresa durante o processo de recuperação. Ele tem prazo até o início de dezembro pra responder à justiça e ficará responsável por elaborar a relação de credores. A Vitalmar chegou a ter mais de 300 funcionários diretos, processando mais de 1,2 mil toneladas de pescado por mês. Hoje, conta com cerca da metade do quadro e mais 100 terceirizados.



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