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Portos, empresas e ambiente inovador tornam a região um dos maiores polos logísticos do Brasil

Eixo logístico da Economia Azul impulsiona o desenvolvimento

Forte Logística cuida das operações de todas as unidades do Grupo Pereira (Divulgação)
Forte Logística cuida das operações de todas as unidades do Grupo Pereira (Divulgação)
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Santa Catarina consolidou-se como um dos maiores polos logísticos do país, sustentada por um ecossistema que combina portos competitivos, operadores eficientes e empresas de comércio exterior que movimentam a economia e geram oportunidades. Segundo dados do portal Econodata, o estado reúne cerca de 100,8 mil empresas de logística e transporte, enquanto o EmpresaAqui aponta 116 mil negócios ligados à cadeia logística. Estima-se que 25% dessas atividades estejam concentradas no litoral norte, especialmente entre Itajaí e Navegantes — região que simboliza o encontro entre a infraestrutura marítima, rodoviária e empresarial.

O Observatório de Negócios do Sebrae/SC reforça esse protagonismo: são 50.832 micro e pequenas empresas catarinenses vinculadas à Economia Azul, com destaque para os setores de serviços (37,7%), comércio (32,4%) e transporte e logística (9,6%). Apenas em Itajaí, há 5002 empresas diretamente relacionadas à economia do mar, consolidando o município como capital catarinense da inovação portuária.

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Para Maria Tereza Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), compreender a relevância da logística exige uma visão sistêmica. “A logística é um sistema integrado que começa na compra da matéria-prima e vai até a entrega ao consumidor. Envolve transporte, embalagem, seguro, reciclagem e distribuição. É o processo que sustenta a economia real, e o modal marítimo tem grande protagonismo nesse cenário”, afirma.

Mesmo diante dos desafios nacionais, Maria Tereza diz que Santa Catarina mantém-se entre os motores logísticos do Brasil, alicerçada em um complexo portuário robusto e numa rede empresarial capaz de se adaptar às transformações globais.

Na foz do rio Itajaí-açu, Navegantes se destaca como polo portuário e logístico de referência no sul do país. De acordo com o secretário de Receita e Desenvolvimento Econômico, Thiago Canziani Piccoli, o município já responde por cerca de 25% da movimentação portuária do sul do Brasil. “Essa força impulsionou nosso PIB de R$ 6,14 bilhões em 2021 para uma estimativa próxima de R$ 10 bilhões em 2025, colocando o município entre as 10 maiores economias do Estado”, destaca. O avanço é sustentado por grandes investimentos em infraestrutura, como a ampliação dos terminais e o túnel subaquático entre Navegantes e Itajaí, projeto aguardado há décadas.

Já Itajaí, pioneira em diferentes segmentos da economia do mar, consolida-se como referência nacional em inovação e sustentabilidade. Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Gabriela Kelm, a logística marítima é um vetor essencial desse novo ciclo. “Itajaí é uma cidade que nasceu do mar e continua crescendo por meio dele. A economia azul representa um modelo de desenvolvimento que une tradição, tecnologia e responsabilidade ambiental”, resume.

Setor privado move a economia do mar

O dinamismo logístico da foz do rio Itajaí-açu é resultado da atuação de empresas que transformam infraestrutura em valor estratégico. Com duas décadas de experiência, a Forte Logística é um exemplo de solidez e eficiência. Localizada às margens da BR 101, em Navegantes, a empresa opera anualmente sete mil contêineres e atende cargas-projeto e cargas gerais, com foco nas importações. “Além de um braço logístico forte, a infraestrutura portuária é o que garante eficiência, competitividade e capacidade de atendimento ao cliente”, afirma Josiane Sobolwsky, gerente comercial.

Josiane ressalta que a integração entre portos e rodovias é essencial para reduzir custos e gargalos operacionais. “A proximidade com o porto e o acesso direto à BR 101 agilizam processos e asseguram prazos. Essa sinergia é fundamental para manter a qualidade dos serviços”, observa. No entanto, ela alerta para os entraves que ainda afetam o setor, como taxas portuárias abusivas.

A Allog, com sede em Itajaí, também simboliza a força do ecossistema portuário. Um dos maiores operadores logísticos do Brasil, o grupo movimentou em 2024 mais de 130 mil TEUs e 3,7 mil toneladas no modal aéreo, com 60% das operações voltadas à importação e 40% à exportação. “Nosso DNA é de Itajaí. O desenvolvimento do complexo portuário foi essencial para nos posicionar entre os maiores operadores logísticos do país”, afirma Rodrigo Viti, diretor comercial e de marketing do Grupo Allog.

A empresa atua com soluções completas em logística integrada para o comércio exterior, oferecendo transporte marítimo, aéreo e rodoviário, além de armazenagem e gestão de cadeias de suprimento. “Combinamos a estrutura de uma empresa global com o cuidado de uma companhia nacional, oferecendo atendimento personalizado e performance operacional de alto nível”, destaca Viti.

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Outra protagonista desse ecossistema é a Wezan Comércio Exterior, que completa 10 anos de atuação. Com matriz em Itajaí e unidade em São Paulo, a empresa se firmou como referência em importação, exportação, desembaraço aduaneiro e transporte rodoviário, atendendo desde automóveis e vinhos até artigos de festa e materiais escolares. Para Carina Russi de Lima, analista financeira, o segredo está nas pessoas. “Nosso diferencial é o time. Profissionais competentes e apaixonados pelo que fazem, comprometidos em transformar desafios em resultados”, revela.

A localização estratégica entre os portos de Itajaí e Navegantes é outro trunfo da Wezan. “A infraestrutura logística da região é um verdadeiro diferencial competitivo. Ela nos permite atuar com agilidade, segurança e total controle, entregando soluções eficientes e confiáveis”, completa Carina.



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