Mais um caso de racismo no esporte foi registrado na região. Dessa vez, o crime aconteceu durante uma partida de futebol em Balneário Camboriú na tarde de domingo.
Por volta das 16h30, a Guarda Municipal foi acionada para atender a ocorrência no Estádio das Nações, na rua Libéria. O campo recebia uma partida do Campeonato Sul-Americano de Futebol ...
Por volta das 16h30, a Guarda Municipal foi acionada para atender a ocorrência no Estádio das Nações, na rua Libéria. O campo recebia uma partida do Campeonato Sul-Americano de Futebol Amador Sub-17.
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A vítima, um jogador, contou que estava disputando a bola com um atleta paraguaio quando foi chamado de “macaco”. O adolescente pediu pro adversário repetir e ele gritou a ofensa, revoltando a torcida.
O responsável pelo adolescente racista o retirou do local e o levou até um alojamento no bairro Ariribá. Os guardas se deslocaram até o endereço indicado, mas o suspeito não foi encontrado. Instantes depois, o atleta foi localizado junto à mãe na avenida Martin Luther. Eles foram levados à delegacia, assim como a vítima e seu responsável.
Presos no Itamirim
Na semana passada, dois atletas estrangeiros foram presos após perderem uma partida de tênis, fazerem gestos ofensivos para a torcida e xingarem um funcionário do clube Itamirim de “macaco” durante o Itajaí Open de Tênis.
O tenista venezuelano, de 36 anos, fez gestos imitando um macaco ao coçar as axilas olhando para a torcida. Já o outro atleta, um colombiano de 35 anos, chamou um funcionário do Itamirim de “macaco”. A vítima foi um adolescente de 16 anos. Os dois responderão em liberdade pelo crime de injúria racial, cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.