SEGURANÇA

SC diminui assassinatos e assaltos; feminicídios mantêm alerta

Governador reforça a marca de estado mais seguro do Brasil

Reforço da segurança na temporada de verão teria reduzido criminalidade (Foto: Divulgação/Secom SC)
Reforço da segurança na temporada de verão teria reduzido criminalidade (Foto: Divulgação/Secom SC)
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Com dados divulgados na última quarta-feira, o governador Jorginho Mello (PL) reforçou o mote de que Santa Catarina é o estado mais seguro do Brasil. A avaliação considera o balanço de janeiro com quedas recordes em homicídios e roubos, mas ignora a preocupação com feminicídios. No mês passado, foram cinco mulheres assassinadas, com o estado voltando aos patamares do mesmo início de ano em 2023 e 2024.

Nos casos de homicídios, o estado fechou janeiro com o melhor resultado dos últimos 19 anos, com 43 crimes registrados, o que representa uma redução de 14% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram 50 assassinatos.

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No comparativo com janeiro de 2016, período com o maior número de homicídios da série histórica desde 2008, com 91 casos, a queda chega a 56% em uma década.

Jorginho destacou a excelência das forças policiais no combate ao crime e relacionou os resultados com os trabalhos da Estação Verão, operação com diversas frentes e reforços na segurança pra moradores e turistas. “Graças ao trabalho competente das nossas polícias, hoje o cidadão de qualquer lugar do mundo pode vir a Santa Catarina para conhecer suas belezas naturais com a tranquilidade de estar no Estado mais seguro do Brasil”, disse.

Os crimes contra o patrimônio também caíram neste início de ano, com destaque para casos de roubo, com queda de 27,1% em comparação com janeiro de 2025. Foram 512 ocorrências no ano passado contra 373 neste ano. Na comparação com janeiro de 2017, quando o estado teve o resultado mais alto da série histórica, com 1621 casos, a queda foi de 77% no volume de roubos no período.

Roubos e furtos de veículos

Outro destaque positivo é a redução de crimes envolvendo veículos. Os roubos caíram 42%, com 44 casos, em relação a 2025, quando foram 77 registros. Na comparação com janeiro de 2023, a queda foi de quase 59%.

O crime de furto de veículo teve queda de 4,5% em janeiro de 2026, com 536 casos, frente aos 561 registrados em janeiro de 2025. Em relação ao ano de 2023, a queda chega a 29%, considerando os 755 casos registrados em janeiro daquele ano.

O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, defende que os resultados são ainda mais impactantes ao se considerar que janeiro concentra um dos maiores volumes de visitantes do ano. Para ele, o desempenho no combate à criminalidade envolve investimentos, planejamento, inteligência e integração das forças de segurança.

SC mantém cenário alarmante de violência contra mulheres

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Os casos de violência de gênero contra as mulheres seguem alarmantes no estado. Janeiro terminou com cinco feminicídios, superando os três casos registrados no mesmo mês de 2025, e fazendo o estado voltar aos níveis de 2023, com seis casos em janeiro, e de 2024, também com seis casos no mesmo mês.

Por ano, foram 52 mortes em 2025, 51 em 2024 e 57 em 2023, numa média de um feminicídio por semana. As tentativas de feminicídios também revelam um cenário desafiador. Em 2025, o estado teve 225 tentativas registradas, conforme dados do Ministério da Justiça, sendo o quinto maior volume do Brasil. 

Os pedidos de medidas protetivas são outro indicador que mostra que as mulheres não estão seguras em SC. Em 2025, foram 31.655 solicitações, segundo o Tribunal de Justiça. Neste ano, só em janeiro, já foram mais de três mil requerimentos. Toda semana, mais de 600 mulheres catarinenses recorrem à Justiça por proteção.

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Conforme o Observatório da Violência contra a Mulher, são quase 200 crimes contra as mulheres por dia no estado, entre ameaças, agressões, estupros e mortes. Em novo esforço pra prevenção, nesta semana o TJSC aderiu ao pacto nacional “Brasil contra o feminicídio”, que vai reunir representantes do Judiciário, Executivo e Legislativo em parceria inédita de enfrentamento à violência contra as mulheres.

“O Judiciário tem punido quem deve ser punido, mas, para enfrentar a violência contra as mulheres, é necessário que o Estado como um todo trabalhe na desconstrução do machismo e da misoginia que estruturam a sociedade brasileira”, disse a juíza Naiara Brancher, representante do TJSC no lançamento do pacto, na quarta-feira, no Palácio do Planalto.

A iniciativa prevê ações coordenadas entre os poderes pra prevenir feminicídios, reduzindo a média atual de quatro casos por dia no Brasil. Entre os objetivos, estão acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer redes de enfrentamento, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.

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