SEGURANÇA
10 anos de atraso: obra do complexo da Polícia Civil em Itajaí é retomada
Previsão é que trabalho seja concluído até maio
João Batista [editores@diarinho.com.br]
O prédio do Complexo de Segurança Pública de Itajaí, que tinha virado um “elefante branco” abandonado no centro da cidade, está ganhando nova pintura e outros serviços pra conclusão das obras. A construção anunciada há mais de 10 anos começou em 2015 e ficou parada entre 2018 e 2025. Uma nova licitação retomou o trabalho em dezembro e prevê a entrega até o final de maio de 2026.
O contrato pra finalização do prédio tem valor de R$ 2,7 milhões e é tocado pela empresa Êxito. A retomada foi anunciada em meados do ano passado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. A nova licitação era esperada desde 2021, quando o contrato com a antiga empreiteira foi rompido na fase final de execução.
Continua depois da publicidade
Segundo a Polícia Civil, o processo voltou a ser conduzido em 2023 pelo governo Jorginho, com a revisão do projeto pra conclusão do prédio. O lançamento da licitação, porém, emperrou na burocracia e esbarrou na falta de recursos, que só foram autorizados em 2024. O governo estimava R$ 3,6 milhões, vindos do Fundo de Melhoria da Polícia Civil.
Ao assumir a obra, a nova empreiteira cercou a área, que fica na avenida Joca Brandão, no centro da cidade, no terreno da antiga 1ª Delegacia de Polícia Civil, demolida em 2016 para dar lugar ao complexo.
A Polícia Civil informa que, atualmente, a construtora está tocando no local todos os serviços da etapa de acabamento, incluindo cobertura, alvenaria, divisórias, pintura, redes elétrica, lógica e hidráulica, revestimentos, pavimentação e instalação do sistema preventivo contra incêndio. “A expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados ainda ao longo deste ano”, explicou o órgão. O prazo contratual é de término em 30 de maio. Depois de pronto, o complexo vai abrigar unidades da Polícia Civil e da Polícia Científica (PCI). Ainda não há prazo pra mudança das unidades pro local, que depende do cronograma das obras. Um plano de ocupação também será definido após a conclusão.
Pela proposta inicial, eram previstas no prédio a Delegacia de Proteção à Mulher e Criança (Dpcami), a 1ª e 2ª delegacias, a Divisão de Investigação Criminal (DIC) e o Instituto Geral de Perícias (IGP). “A definição das unidades será detalhada após o avanço das obras e a consolidação do planejamento operacional”, adiantou a Polícia Civil, em nota.
Abandono
A entrega do complexo dará fim ao histórico de abandono da obra. A situação gerava insegurança pra vizinhança pela presença de andarilhos no terreno e motivou uma série de denúncias de casos de furtos de materiais, invasões e vandalismo no prédio. Até o ano passado, ainda tinha moradores de rua “acampados” no local e lixo espalhado pelo terreno. Já a estrutura do prédio vinha se deteriorando com infiltrações e as paredes viraram alvo de pichações.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
