CRUELDADE
Dog Bode foi arremessado de prédio de quatro andares na Murta
Doguinho ainda foi jogado no rio e morreu vítima de lesões; três foram presos
Camila Diel [editores@diarinho.com.br]
Nesta sexta, outro cão que foi enforcado e judiado pelo bando foi resgatado da casa de um dos adolescentes envolvidos no crime. O dog Raposa foi recolhido pelo Instituto Itajaí Sustentável e levado para a Unidade de Acolhimento Provisório de Animais (Uapa) no início da noite de sexta. A suspeita é que o cão morto e o maltratado sejam do mesmo dono, um adolescente de 16 anos, nascido em Olinda (PE), mas que mora no bairro. Já o homem de 19 anos é natural de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Os outros dois adolescentes não tiveram a idade e a cidade de origem informadas.
Um homem de 19 anos foi preso em flagrante e dois adolescentes, de 15 e 16 anos, apreendidos. Eles são acusados de envolvimento na morte do cachorro Bode em um prédio abandonado na Murta, em Itajaí. Outro cachorro de nome Raposa foi enforcado pelo grupo, mas sobreviveu. A ocorrência foi na noite de quinta-feira, na rua Theodoro Lino Regis, esquina com a rua Domingos Braz Sedrez. Um quarto suspeito é citado pela polícia, mas ainda não foi localizado.
Continua depois da publicidade
Segundo a Polícia Civil, o homem teve prisão em flagrante e foi levado ao Presídio de Itajaí. Ele passou por audiência de custódia e ficou preso. Para os adolescentes, foi registrado auto de apreensão por ato infracional e representação pela internação em instituição socioeducativa. O Tribunal de Justiça disse que o caso corre em segredo de justiça e não confirmou se os menores ficarão mesmo apreendidos.
O que a PM encontrou no local
A Polícia Militar foi acionada pela Central Regional de Emergências e encontrou o cachorro Bode, de porte médio, sem raça definida e de cor preta, já sem vida na calçada em frente ao prédio abandonado de quatro andares. Havia vários moradores reunidos e indignados no local.
A Guarda Municipal Ambiental também foi chamada. Uma médica veterinária f constatou escoriação na região do queixo e sangramento interno na boca, com indício de hemorragia interna. O doguinho já estava morto.
O corpo do animal foi levado à Central de Plantão Policial.
A PM informou que nenhuma testemunha viu o momento exato em que o cão foi arremessado do alto do prédio. No entanto, existem fotos dos quatro com o animal no último andar do prédio abandonado.
Continua depois da publicidade
Relatos de agressões no rio Itajaí-Açu
De acordo com o boletim da PMSC, antes de ir até o prédio abandonado, o grupo estava na beira do rio Itajaí-Açu. Testemunhas relataram que os quatro teriam praticado maus-tratos contra dois cães, com tentativa de afogamento e chutes.
Depois disso, os suspeitos teriam seguido até o prédio levando os animais. Moradores contaram que ouviram o barulho de um cão caindo do alto da edificação. Quando foram até o local, viram os envolvidos saindo do prédio.
Segundo testemunhas, o grupo estava descontraído e só deixou o endereço depois que alguém disse que chamaria a polícia. Uma pessoa entrou no imóvel e afirmou ter visto outro cachorro, de cor branca, amarrado dentro do prédio.
Continua depois da publicidade
O que disseram os envolvidos
Os três detidos negaram as agressões. Eles confirmaram que estavam na beira do rio e depois foram ao prédio abandonado. Um deles afirmou que subiu até o alto da estrutura para tirar foto.
Diante dessa versão, a PM apreendeu o celular de um dos envolvidos e também o aparelho da mãe de um deles. Uma possível imagem dos suspeitos momentos antes do crime foi anexada ao boletim.
Situação na delegacia
O homem de 19 anos é natural de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Um dos adolescentes, de 15 anos, é natural de Itajaí. O outro, de 16 anos, nasceu em Olinda, Pernambuco, e seria o dono do cão, segundo o registro policial.
Continua depois da publicidade
A Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante para o adulto. Ele deve ser levado ao presídio e passar por audiência de custódia. No caso dos adolescentes, foi feito o auto de apreensão por ato infracional. O delegado pediu a internação deles em instituição socioeducativa.
Entenda o caso
Na noite de quinta-feira, moradores acionaram a polícia após encontrarem um cachorro morto na calçada de um prédio abandonado no bairro Cordeiros.
Testemunhas relataram que o grupo estava antes na beira do rio Itajaí-Açu e teria praticado maus-tratos contra dois cães. Em seguida, os envolvidos foram até o prédio.
Moradores ouviram o barulho da queda do animal. Apesar de ninguém ter visto o momento exato do arremesso, a PM considerou que houve crime com base nos relatos, na presença dos suspeitos no prédio e nos indícios encontrados.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Camila Diel
Camila Diel; jornalista no DIARINHO; formada pela Univali, com foco em jornalismo digital e produção de reportagens multimídia.
