Espiritualidade
Médium que recebeu espíritos dos mortos na boate Kiss estará em Itajaí
Nilton Stuqui fará em Cabeçudas sessão voltada aos pais que passaram pela dor da partida dos filhos
Juvan Neto [editores@diarinho.com.br]
O médium espírita paulista Nilton César Stuqui, que se notabilizou por receber cartas dos espíritos dos jovens que faleceram na tragédia da boate Kiss, no Rio Grande do Sul, em 2013, estará em Itajaí dias 7 e 8 de março, para o evento “Ressignificando Vidas”, do projeto de mesmo nome e que contará com uma sessão das chamadas “cartas consoladoras”, nas quais Stuqui afirma receber relatos de outro plano da vida por parte dos espíritos.
A atividade vai ocorrer na sede da associação dos Servidores Públicos do Porto de Itajaí, na rua Deputado Francisco Evaristo Canziani, nº 887, em Cabeçudas, com entrada franca – é solicitado, entretanto, doações de alimentos não perecíveis, e haverá distribuição de senhas a partir das 10h da manhã.
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Segundo os adeptos da doutrina espírita, estas cartas seriam ditadas por espíritos desencarnados com o intuito de confortar familiares e amigos, combater o luto e divulgar a mensagem consoladora do Espiritismo.
Nilton, natural de Monte Aprazível, em São Paulo, começou a estudar a doutrina espírita aos 14 anos, em 1990, devido às experiências mediúnicas marcantes que o motivaram a tentar compreender estes fenômenos. Iniciou sua prática de psicografia em 2000.
Em 2005, aos 21 anos, ele fundou o centro Espírita Allan Kardec em Neves Paulista, instituição que em 2013 passou a se chamar Casa Espírita Gabriel Martins – CEGM, em homenagem ao jovem desencarnado Gabriel Martins, que passou a se comunicar com ele e ser fonte espiritual de várias obras de mensagens espíritas.
Conforto emocional
Stuqui já psicografou cerca de 50 livros espíritas, muitos associados ao próprio espírito Gabriel Martins ou a outros mentores espirituais. Atualmente, o médium percorre diversas cidades do Brasil com sessões públicas de psicografia, os quais chamam principalmente a atenção de mães e pais que passam pela difícil experiência da morte de filhos, como é o caso de Sibele Cavanha, a Bel, de Itajaí.
Bel é a idealizadora do projeto “Ressignificando Vidas”, surgido após a partida de sua filha Desiree, em um acidente de moto em 2022. “A emoção que senti quatro meses após o desencarne da minha filha, através do Nilton, traz a gente um pouquinho à vida”, detalha.
Juvan Neto
Juvan Neto; formado em Jornalismo pela Univali e graduando em Direito. Escreve sobre as cidades de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras.
