Na prática, cada pessoa acaba adotando diferentes estratégias pra economizar tempo e dinheiro quando o assunto é o deslocamento. “As pessoas costumam fazer assim: ou vai de moto Uber, que é mais barato, ou volta de ônibus, ou vai de carona e volta de Uber. Ou seja, não faz sempre de uma forma só. Usa as alternativas que tem pra ficar mais barato”, comenta o jornalista Artur Bezerra.
Para ele o projeto de mobilidade regional deve melhorar a vida dos moradores. “Principalmente porque tem muita gente que trabalha nas cidades vizinhas. Se for juntar Navegantes, Itajaí ...
Para ele o projeto de mobilidade regional deve melhorar a vida dos moradores. “Principalmente porque tem muita gente que trabalha nas cidades vizinhas. Se for juntar Navegantes, Itajaí, Camboriú e Balneário dá uma cidade só. É muito comum as pessoas daqui da nossa região morarem numa cidade e trabalharem em outra”, ressalta.
Continua depois da publicidade
Até que futuras obras saiam do papel, ele defende que as prefeituras deveriam fazer as linhas mais integradas. A ideia é de uma mobilidade menos “bairrista” e que integre as cidades.
Custo-benefício compensa pra passageiros, diz motorista
Para o motorista Sidmar Miranda, de 60 anos, o transporte por aplicativo ajuda no trânsito das cidades. Ele tem experiência de 24 anos no volante e há quatro anos trabalha com a Uber, com mais de 16 mil corridas feitas em Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú. A média é de 25 a 30 viagens por dia.
Com as plataformas, além de menos carros nas ruas já lotadas, ele observa que o trânsito também fica mais seguro. “Eu tenho paciência no trânsito. O motorista que sai pra cá, que não é Uber, não tem paciência com o trânsito e não respeita as leis também, pra chegar rápido no serviço, naquela correria do dia a dia”, opina.
Morador de Itajaí, Sidmar conta que atende muitos idosos. São principalmente senhorinhas que têm dificuldade pra caminhar e encontram nos apps praticidade para os deslocamentos. “O Uber pega na frente de casa e leva na frente de onde ela quer, seja pra ir no mercado, pra dançar no Tiradentes ou pra ir na casa de alguém”, relata.
Para o motorista, a comodidade do serviço compensa o custo para o passageiro. Na região, Sidmar evita ir pra Navegantes, pra não ficar parado na fila do ferry-boat ou na tranqueira da BR 101, o que representa prejuízo. Entre melhorias na mobilidade, ele sugere que Itajaí tem que mudar o trecho da avenida Osvaldo Reis, na Praia Brava.
“Fazendo o binário, como querem fazer, aí será perfeito”, diz. O projeto que prevê ligar a Brava Norte com Cabeçudas e a nova ligação da Brava com a BR 101 também são considerados obras importantes pra destravar o trânsito entre as cidades. Na BR, ele defende que o mesmo projeto do trevo pra Brusque seja feito na entrada da Jorge Lacerda.
Já na ideia do túnel imerso entre Itajaí e Navegantes, Sidmar não bota fé que a obra saia do papel. “Se fosse uma ponte elevada, eu até poderia acreditar, mas essa aí eu pago pra ver. Apesar de estar em projeto, eu acho que não vai vingar”, disse. Ainda assim, o motorista entende que novas ligações são necessárias pra atender a demanda de pessoas que vêm morar em Itajaí, atraídas pela economia e qualidade de vida.
Continua depois da publicidade