Enquanto a região não ganha um sistema integrado de transporte público, as opções com aplicativos de transporte seguem como alternativa para garantir mobilidade entre as cidades. Apesar da praticidade do serviço na palma da mão, o custo vira uma barreira pra quem precisa se deslocar diariamente.
O jornalista Artur Bezerra, de 28 anos, chegava a gastar cerca de R$ 1 mil por mês de Uber, no trajeto entre o bairro das Nações, em Balneário Camboriú, e a Praia Brava, em Itajaí, onde ...
O jornalista Artur Bezerra, de 28 anos, chegava a gastar cerca de R$ 1 mil por mês de Uber, no trajeto entre o bairro das Nações, em Balneário Camboriú, e a Praia Brava, em Itajaí, onde trabalha. Para aliviar o bolso, ele chegou a adotar o esquema de carona, mas teve dificuldade em conciliar os horários com colegas de empresa.
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“Essa é uma das alternativas que muita gente ali da EQI acaba tendo, porque fica mais em conta”, lembra. Artur também já fez a ida de Uber e a volta de ônibus, mas a Praia Brava, especialmente na região da orla, é deficiente em transporte público. A linha municipal de BC não pode circular na cidade vizinha, enquanto a linha de Itajaí tem poucos horários e um trajeto limitado no bairro.
Artur conta que é comum muitos colegas vindos de BC e de Camboriú pegarem o ônibus até a entrada da Brava, entre as avenidas do Estado Dalmo Vieira e Osvaldo Reis, e do local completar o caminho até o trabalho com patinete de aplicativo. Outros compraram o próprio patinete ou moto elétrica pra driblar o problema.
Artur mudou de função após um período e passou a trabalhar em home office, mas ainda faz o trajeto pro escritório com frequência. Conforme a demanda de trabalho, ele também vem pro centro de Itajaí e precisa se deslocar por cidades da região pra atender clientes. A necessidade expõe ainda mais a falta de um sistema eficiente de transporte intermunicipal.
O jornalista avalia que o uso de apps como Uber e 99 pode ser uma opção pra trajetos mais curtos. “Acho que depende muito da distância. Eu moro aqui no bairro Nações, que é pertinho da Brava, então é mais em conta, mas meus colegas que moram lá na ponta de Balneário, pra eles é bem mais caro”, compara.
Mesmo para viagens curtas a conta fica salgada, chegando a dobrar o valor, se a corrida for em horário de pico e em áreas de alta procura, devido ao preço dinâmico dos apps, que aumentam as tarifas conforme a demanda.
“E o que piora mais ainda é quem trabalha aqui, precisa se deslocar e a gente está em temporada, quando a demanda é maior e o preço sobe mais ainda”, diz Artur.