Vereadores de Navegantes negaram a liberação do plenário da câmara para a promoção de uma audiência pública visando à discussão sobre a aplicação do piso nacional do magistério às monitoras educacionais vinculadas à rede municipal de ensino. A negativa foi na sessão da última quinta e acabou em vaia.
Em sessão tensa presidida por Márcio Hass(PP), com a presença de servidores da Educação, os vereadores Marcos Bortolatto (PP), Adriana Macarini (PP), Monan Ramos (PSD) e Júlio Bento (PSD ...
Em sessão tensa presidida por Márcio Hass(PP), com a presença de servidores da Educação, os vereadores Marcos Bortolatto (PP), Adriana Macarini (PP), Monan Ramos (PSD) e Júlio Bento (PSD) sepultaram a proposta da audiência. Houve ainda a abstenção da vereadora e delegada Patrícia Durin (PSD).
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A favor da discussão estavam os vereadores Arthur Emílio (MDB), autor da proposta, Jonas de Souza (MDB) e Gabriel dos Anjos (Podemos). Arthur Emílio destacou ao DIARINHO que ficou surpreso com a negativa de debate da proposta.
O objetivo, segundo Arthur, seria debater a lei 15.326/26, e, na mesma audiência, convidar a deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), uma das autoras da lei, para dialogar com essas profissionais.
A lei que garante o piso nacional aos profissionais da educação infantil, incluindo monitores e auxiliares, foi sancionada em 6 de janeiro deste ano e garante ainda o acesso ao plano de carreira e à aposentadoria.
Os vereadores contrários à audiência acabaram vaiados assim que o resultado da votação foi divulgado, e em protesto, as monitoras anunciaram estado de greve. O Sindicato dos Servidores da Foz do Itajaí-açu (Sindifoz) acompanhou o debate, e afirmou que há uma insatisfação generalizada da categoria.
Ato público
Como forma de protesto com relação a essa decisão e a outras demandas do funcionalismo, os servidores públicos de Navegantes fizeram um ato público no sábado. Além da reivindicação do cumprimento da legislação, o presidente do Sindifoz, Francisco Johansen, frisa que os trabalhadores também denunciaram condições de trabalho precárias e falta de materiais, que impactam no atendimento à população.
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