TRISTEZA
Mãe espera por justiça após morte de filho em Itajaí
Criança de um ano morreu em 2022, após cirurgias no Pequeno Anjo
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A moradora do bairro Km 12, em Itajaí, Verônica Constantino, de 22 anos, espera por justiça pela morte do filho, Josué Constantino Maçaneiro, de um ano e cinco meses. A criança morreu em agosto de 2022 no hospital Pequeno Anjo, e a mãe acusa a equipe médica de negligência e erro.
Segundo Verônica, o filho foi internado em 23 de agosto de 2022, com suspeita de apendicite. Ele passou por uma cirurgia no dia 24 e outra no dia 28. Na madrugada de 29 de agosto, morreu. A certidão de óbito aponta insuficiência respiratória aguda, septicemia, peritonite aguda e apendicite como causas. “Tenho laudo e perícia que comprovam o erro, mas eles não aceitam. Já faz quatro anos e nada foi resolvido”, afirma a mãe.
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De acordo com a perícia, houve falhas no atendimento, como demora na coleta de exames laboratoriais no pronto-socorro, ausência de hemocultura e atraso na prescrição de antibióticos, o que comprometeu o tratamento da sepse.
O documento aponta atraso de pelo menos 14 horas para a realização de ultrassonografia e demora de cerca de 25 horas para avaliação por especialista. Além disso, não há registros de acompanhamento pós-operatório entre os dias 25 e 27 de agosto.
A perícia indica ainda que a equipe de cirurgia pediátrica não avaliou a criança após solicitação da UTI, o que atrasou a segunda cirurgia. O laudo conclui que há indícios de falhas médicas.
Segundo a família, o hospital e a secretaria de Saúde de Itajaí foram intimados sobre o laudo complementar na última semana. O Ministério Público se manifestou apontando falhas na assistência médica.
O advogado Sergio Dondeo, que representa Verônica, ajuizou uma ação por danos morais e pensionamento. O processo tramita na Vara da Fazenda Pública e aguarda manifestação das partes, com prazo até 10 de abril.
Em nota, o hospital disse que o processo está em fase de instrução e produção de provas e que não pode comentar sobre o caso, pois tem o dever legal de guardar sigilo das informações dos pacientes.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
