ITAPEMA
Adolescente é achada com ajuda de app
Family Link mostrou a localização quando o celular foi ligado
Camila Diel [editores@diarinho.com.br]
Uma adolescente de 13 anos que estava desaparecida desde segunda-feira, em Itapema, foi encontrada após dias de buscas e está sob acompanhamento do Conselho Tutelar. A localização da menor só foi possível depois que o celular dela foi ligado e indicou onde ela estava. Segundo a família, até agora ninguém entende o que pode ter acontecido, já que não houve briga, desentendimento ou qualquer motivo aparente para a menina sair de casa.
T.P. passou a tarde na casa da prima, Ana Carolina, onde as duas planejavam a festa de aniversário de 14 anos. Ela saiu dizendo que voltaria para casa. A jovem vive com a tia paterna, que tem a guarda provisória.
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Pouco depois de sair, a jovem parou de responder mensagens e não chegou em casa. A família iniciou as buscas e registrou BO.
Nos dias seguintes, parentes procuraram por T.P. em vários pontos da cidade, como praias e bairros próximos, e tentaram acesso a imagens de câmeras de segurança. Não havia registros da menina saindo do bairro a pé. A reviravolta veio dias depois, quando o celular da adolescente foi ligado.
Até então, a família não conseguia mais acompanhar a localização, pois o aparelho tinha sido desligado logo depois que a adolescente saiu da casa da prima.
Segundo a prima, o aplicativo Family Link já estava instalado no celular para monitorar a localização da adolescente, além do tempo de uso de aplicativos. “O Family Link manda a localização assim que o celular é ligado. Foi assim que a gente encontrou ela”, explicou.
A jovem foi localizada pela família no endereço informado pelo aplicativo. Os familiares foram ao local com a Polícia Militar, após acionarem o SOS Desaparecidos. Segundo a prima, Ana Carolina, um casal atendeu no local e confirmou que a garota estava ali.
De acordo com o relato da família, os dois disseram que a adolescente estava na casa desde segunda, e que teriam pago um carro para buscá-la. Ainda segundo Ana Carolina, o casal afirmou que sabia da repercussão do caso e que, por isso, entrou em contato com o Conselho Tutelar.
A prima explicou que o casal era desconhecido dos familiares. Já a mãe biológica conhecia os dois. Durante as buscas, a mãe chegou a ir até a casa para perguntar se a menina estava lá, mas o casal negou.
Após ser localizada, T. ficou sob responsabilidade do Conselho Tutelar e está recebendo acompanhamento. Haverá uma reunião entre família e conselho em breve.
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Camila Diel
Camila Diel; jornalista no DIARINHO; formada pela Univali, com foco em jornalismo digital e produção de reportagens multimídia.
