ITAJAÍ
Obras na Caninana não têm data para terminar
Desapropriações travam conclusão das obras iniciadas em abril de 2024 e afetam trânsito, comércio e moradores
Gabrielle Rudolf [editores@diarinho.com.br]
A obra na avenida Irineu Bornhausen, a Caninana, em Itajaí, não tem data para ser concluída. Segundo a prefeitura, os trabalhos começaram em abril de 2024, com prazo inicial de 18 meses, mas o cronograma foi impactado por processos de desapropriação de imóveis ao longo do trecho.
A intervenção inclui drenagem pluvial com instalação de galerias de concreto, além de pavimentação, implantação de passeios, ciclovias e arborização. De acordo com o secretário de Urbanismo, João Paulo Kowalsky, a conclusão depende da finalização de ações judiciais de desapropriação que ainda estão em andamento.
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A reportagem esteve no local e encontrou trânsito complicado, com desvios, sinalização, buzinaços e apoio da Codetran na fiscalização e orientação dos motoristas. O trânsito está fechado na Caninana, no trecho entre a rua Benjamim Franklin Pereira e a avenida José Eugênio Müller, em frente ao ginásio Gabriel João Collares.
Para a obra, foi feito desvio por trás da pizzaria Dagnoni, onde uma nova rua foi aberta. O problema é que a sinaleira no cruzamento da Caninana com a rua Benjamim Franklin Pereira foi desligada. Com isso, cones direcionam os motoristas da rua Felipe Reiser para trás da pizzaria Dagnoni, mas os veículos se encontram com os carros que vêm pela Caninana e também pela nova via aberta paralela à avenida.
Em horário de pico, a situação complica. No período em que o DIARINHO esteve no local, um agente da Codetran ficava no veículo buzinando para organizar o fluxo.
Após esse trecho, os motoristas retornam em frente ao ginásio Gabriel João Collares e têm a opção de passar pelo Samurai Lanches e acessar a rua Tijucas ou seguir pela avenida Coronel Eugênio Müller. Neste ponto, agora, também é possível entrar num trecho da rua do Porto em implantação, onde aconteceram as desapropriações, na esquina das ruas José Francisco Constantino e Olegário de Souza Júnior, perto da entrada do beco do Mickey, que leva até a rua Tijucas, na altura da Toni Center. O problema aqui é que a rua está em obra e tem buracos, máquinas e outros materiais pelo trecho.
À espera do resultado
Moradores e comerciantes da região sentem os impactos da obra no dia a dia, principalmente com mudanças no acesso, barulho e poeira. O gerente comercial da EFFA, Hilton Alcides Godry, disse que a frente de trabalho está há cerca de 10 dias em frente ao comércio dele. Inicialmente, os serviços foram feitos na calçada e agora avançam para o asfalto.
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Apesar dos transtornos, ele acredita que o resultado será positivo. “Tem que piorar para melhorar depois. Achei legal que os engenheiros vieram conversar com a gente e explicar certinho pra se preparar, porque acaba afetando os clientes, o barulho e a poeira, mas faz parte. Depois vai ficar melhor”, afirmou.
Pavimentação do asfalto
No momento, as equipes trabalham na retirada de parte da pavimentação da avenida para aplicação de novo asfalto. A prefeitura informou que a etapa é necessária para melhorar as condições de tráfego e a durabilidade da via.
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Segundo a prefeitura, a obra não foi totalmente paralisada, mas alguns trechos tiveram o cronograma afetado por pendências administrativas e legais. O investimento total é de R$ 24,3 milhões e o estágio atual de execução está em 57,6%. A prefeitura mantém reforço na sinalização, organização de desvios e acompanhamento técnico diário, além de diálogo com a população afetada.
Gabrielle Rudolf
Gabrielle Rudolf Gabrielle Rudolf; jornalista no DIARINHO, em formação pela Faculdade Univali, com atuação em jornalismo digital, produção para mídia impressa e produção de reportagens multimídia
