Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 17/01/2026 09:50
Esse poema fala sobre ansiedade.
Não da ansiedade explosiva, visível, que pede ajuda em voz alta. Mas daquela que acompanha em silêncio. Que não impede o movimento, apenas o torna mais pesado.
A imagem da onda veio porque ela insiste. Não pergunta se pode vir. Ela vem de novo, e de novo, e de novo. ...
Publicado 16/01/2026 09:15
Há momentos em que o mundo segue em disparada — compromissos, ruídos, urgências — e, ainda assim, algo em nós encontra silêncio. Não porque tudo para, mas porque a presença certa muda o ritmo.
Esse poema nasceu dessa percepção. Do gesto pequeno e imenso de andar de mãos dadas. Quando os passos se al...
Publicado 15/01/2026 09:21
Esse poema nasceu da vontade de fazer o texto bater junto com o que ele diz.
Não apenas falar de um coração, mas agir como um.
Cardiograma é um poema-objeto porque a forma não ilustra o conteúdo — ela é o conteúdo. A disposição das palavras, os espaços, os recuos e as repetições constroem visualmente...
Publicado 13/01/2026 10:20
Sempre escrevi haikais a partir da forma tradicional: o olhar atento para o instante, a concisão, o silêncio que fica entre os versos. Esse tipo de escrita me ensinou a observar melhor o mundo. Mas, com o tempo, senti vontade de experimentar outros caminhos dentro do próprio haikai.
Foi assim que co...
Publicado 12/01/2026 09:27
A Falha Poética é um movimento poético que criei a partir daquilo que mais me interessa na escrita: o pensamento em estado bruto. Ela nasce do tropeço, da distração, da quebra de fluxo — da recusa em fingir que a mente humana é organizada, coerente e linear o tempo todo.
Na Falha Poética, o poema nã...
Publicado 11/01/2026 12:35
As Confissões Íntimas nasceram da necessidade de escrever sem escudo.
São poemas que não pedem licença, não elaboram demais, não se escondem atrás de metáforas complexas. Eles partem do corpo, da memória imediata, do que ainda dói enquanto é escrito.
Esse estilo não busca beleza formal acima de tudo....
Publicado 10/01/2026 08:54
Placenta rompida — adeus inevitável
Esse poema nasceu de uma imagem única, quase biológica, mas profundamente simbólica: o momento do parto. Não o nascimento em si, mas o instante anterior — o rompimento.
A placenta sempre me pareceu mais do que um órgão. Ela é vínculo, abrigo, mediação absoluta ent...
Publicado 09/01/2026 07:41
Há situações em que nada é dito, mas tudo acontece.
Esse poema nasce desse tipo de lugar — onde o corpo está presente, o sistema funciona, e o pensamento corre por baixo, tentando acompanhar.
A cena começa em pressa. Porta adentro. Cegueira momentânea.
Não há tempo para refletir com calma. Há filas, e...
Publicado 08/01/2026 07:45
Algumas ausências não fazem barulho.
Elas reorganizam o espaço.
Esse poema nasceu da observação do que fica quando alguém não está mais. Não do drama explícito, mas da adaptação lenta — quase imperceptível — que os ambientes são obrigados a fazer. A cama continua quente, mas só de um lado. E isso mud...
Publicado 07/01/2026 07:20
Ontem vivi uma daquelas tardes que a gente guarda com carinho.
Passei horas deliciosas com minha amiga Mara Graf — terapeuta, escritora, artista inquieta como eu, e minha companheira no Coral da Câmara de Vereadores de Itajaí. Quando nos encontramos, é quase regra: arte, vida e experiência se mistura...
Publicado 05/01/2026 07:38
A cena é simples.
Manhã. Pressa. Uma mesa posta para dois.
Duas xícaras.
Nenhuma palavra.
Um gesto automático que segue como se nada tivesse mudado.
Alguém acorda, se movimenta, prepara o café. A rotina está inteira — mas falta gente.
A ausência não grita. Ela se acomoda.
No centro dessa cena, o poema a...
Publicado 03/01/2026 10:08
Escrevi este haikai hoje, às 09:57, atravessado pelas notícias e pela sensação incômoda que se espalha quando a guerra volta a ocupar o centro do mundo. Pensava na invasão dos Estados Unidos à Venezuela, mas, mais do que em estratégias ou discursos políticos, pensei nas pessoas.
Sempre penso nas pes...
Publicado 02/01/2026 09:47
Alterado 02/01/2026 10:30
Conheço a Heloísa Abrahão há muitos anos.
Nossa caminhada se cruza pela literatura, pela cultura e também pelo rádio — tive, inclusive, a honra de ser entrevistado por ela na Rádio Conceição de Itajaí, num desses encontros que a arte provoca e que permanecem.
Heloísa tem uma trajetória sólida e compr...
Publicado 01/01/2026 09:35
Alterado 01/01/2026 09:55
A Falha Poética nasceu de um incômodo.
Da sensação constante de que o pensamento não anda em linha reta — e que a poesia, muitas vezes, finge que anda.
Amo escrever há anos. Estudo poesia, formas, estruturas. Mas quanto mais aprendo, mais percebo que a mente contemporânea é fragmentada, interrompida,...
Publicado 29/12/2025 11:08
Tenho buscado, cada vez mais, desenvolver meu lado poeta.
Não como algo pronto, mas como processo. Estudo, leio, observo, escrevo. Volto. Reescrevo. Tento de novo.
A poesia, pra mim, também é treino — e treino exige constância.
Esse poema nasceu exatamente assim: como resultado de um dos exercícios q...
Publicado 26/12/2025 08:12
Alterado 26/12/2025 08:34
Sempre me expressei através da escrita. Desde muito novo, escrever foi a forma mais natural que encontrei para lidar com sentimentos, medos, amarras e tudo aquilo que não cabia em conversa alguma. Naquela época eu entendia bem menos do que hoje, mas uma coisa sempre foi clara: escrever era transbord...
Publicado 24/12/2025 13:18
O Natal sempre me provoca um certo desconforto.
Não sei explicar exatamente o motivo. Talvez seja o excesso de expectativas, talvez a obrigação de estar feliz, talvez a memória de outros natais.
Mas, ao mesmo tempo, existe algo inegável no ar: uma sensação de prosperidade, de união silenciosa, de gent...
Publicado 23/12/2025 08:03
Escrevo muito sobre amor.
Sobre encontros, gestos, ausências, aproximações. Nem sempre sobre algo que vivi exatamente como descrevo — mas sobre aquilo que a mente permite viver quando está aberta à imaginação, à escuta e ao desejo de compreender o humano.
A poesia, pra mim, não precisa ser autobiogra...
Publicado 22/12/2025 13:43
Escrevi este poema tomado por esse sentimento agridoce que nos invade quando percebemos o calendário folheando suas últimas páginas. A vida tem essa mania de ser paradoxal: ela é leve, quase etérea, mas carrega o peso das coisas importantes que deixamos de lado — como aquela moeda esquecida no fundo...
Publicado 20/12/2025 08:31
O haicai é a arte de dizer muito com quase nada. É moldurar um suspiro do tempo. E existem momentos na vida que são exatamente assim: breves, mas que contêm a eternidade dentro deles.
O poema de hoje nasceu da contemplação do maior desses milagres: a chegada de uma nova vida.
É novembro, o verão se an...
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