Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 18/04/2026 10:57
Há momentos na vida em que tudo parece se desfazer — por dentro, em silêncios profundos, longe dos olhos do mundo. São travessias íntimas, muitas vezes solitárias, que nos confrontam com quem somos quando tudo o que antes nos sustentava já não se mantém. É nesse território delicado que começa, quase imperceptível, o processo de reconstrução.
Foi quando tudo explodiu dentro de mim — não em ruídos, mas em silêncios profundos — que comecei a enxergar.
Meu mundo desatou quando me vi só: sem certezas, sem direção, sem saber em quem confiar.
E foi ali, entre os escombros da minha própria alma, que comecei a juntar meus pedaços.
Costurei cada fragmento com fios dourados.
Cicatrizes que não escondem — revelam.
Aprendi que as maiores lições não vêm no conforto, mas na dor, na superação, na coragem.
E que não devemos esperar que alguém venha nos salvar — é um caminho que precisa ser nosso.
Promessas alheias são frágeis.
Muitos não sabem — ou não conseguem — permanecer nem em si mesmos, quanto mais no outro.
A força que eu buscava estava em mim.
E quando me levantei — ainda trêmula, ainda quebrada — percebi: eu já era milagre suficiente.
Hoje, sou uma colcha de retalhos.
Ainda inacabada, mas inteira à minha maneira.
Cada ponto, cada remendo, cada fio que me sustenta conta uma história de resistência, de beleza imperfeita, de amor próprio reconstruído.
E sigo costurando quem sou com tudo o que vivi.
“Viver é isso: refazer-se com aquilo que ficou.”
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