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Os super-heróis e o fatiamento do caso Petrobras


Por Giancarlo Ghisleni

Tamanha é a descrença que se tem nas instituições no Brasil que toda e qualquer notícia revelada pelos meios de comunicação pode parecer um grande acordo político para livrar salafrários da mira da lei.

Isso auxilia as pessoas em geral a pensarem que só um super-herói poderia salvar o Brasil. Essa figura pode ser bem representada, por exemplo, pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão e ministro do STF à época.

Essa conjuntura de fatos acaba fazendo com que todos pensem que a salvação para o Brasil está novamente em um homem ou em um órgão STF, não acreditando que cada um tenha sua ponta de responsabilidade no que ocorre e pelo que se transforma nos quatro cantos do país.

Durante a semana foi veiculado pelo STF o “fatiamento” das ações judiciais que investigam crimes no escândalo da Petrobras. Elas não são, teoricamente, nenhum arranjo para que não haja punição dos culpados, mas parece se tratar efetivamente de uma tática de operação.

O esquema de corrupção é tão complexo que seria uma missão herculana um juiz dar conta do recado. Principalmente porque quando se puxou o fio do esquema, ele transformou-se em um novelo sem fim de crimes (corrupção ativa, passiva, falsidade ideológica, crime contra o sistema financeiro, etc.) e de pessoas (doleiros, políticos, empresários, funcionários públicos).

Dentro dessa ótica, não me parece absurdo descentralizar o processo do STF e do juiz Moro - outro herói nacional criado – mantendo a esses a competência para julgamento dos crimes com fonte direta na Petrobras e os demais crimes, de bandoleiros do mundo empresarial-financeiro, entregar a égide de outras autoridades.

O bom dessa história é que nessa descentralização talvez surjam outros “heróis nacionais” e, quem sabe assim, consigamos entender que eles nada mais são do que pessoas que trabalham, como qualquer outro brasileiro, por um Brasil melhor.


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