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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Observatório social em cima


O jornalista Luciano Sens, do programa Conexão Itajaí-Açu, no Canal X da Via Cabo (19), que vai ao ar diariamente, entrevistou este temente ao Altíssimo, bispando sobre a Gororoba que pretende reunir o PIB político da Santa & Bela Catarina, no dia 4 de agosto

Quem marcou presença na choupana, ontem, foram os candidatos a prefeito e vice em chapa pura do PPS de Itapema, Ricardo Rosa, o Rico, e o Yagan da Cilmac. Rico e Yagan tavam acompanhados do ex-superintendente da Famai de Itajaí, Nilton Dauer, o Diabo Loiro, que lá na Capital do Ultraleve vai apoiar a dupla

É de ficar de cara. Os ‘colaboradores’ que cercam o burgomestre, ex-homem dos galináceos, prefeito Jandir Bellini (PP), são de chorar. E o mais triste é que o escalado pra dar desculpas esfarrapadas pelas burradas da falta de atenção, ou sei lá o quê, de uns tempos prá cá é o secretário de Administração, Nelson Abraão (coitado), que teve de dizer que a licitação de placas turísticas, da qual participou do certame empresa do pai e de filhas, não tinha nadicadinada de errado. Tudo na buena.

Nada não

E, o pior, triste mesmo é que ninguém nunca vê nada. Tudo tá sempre certinho, no lugar, condizente, sem nenhuma cagada ou alguém querendo fazer sacanagem ou se locupletar no cargo e poder. O alcaide, se por ventura se reeleger, tem mais que fazer uma faxina geral. Pegar um chicote e botar pra correr a tchurma de néscios aparvalhados (sem generalizar) que tá mamando na prefa.

Chá de sumiço

Os linguarudos de plantão lascam que, enquanto o prefeito Jandir Bellini (PP) tava na Zoropa recebendo o prêmio da Volvo Ocean Race pela parada que versou sobre a sustentabilidade, o paço parecia um cemitério. Um monte deixou de trabalhar no gabinete do alcaide e, até, dizem, o procurador Rogério Ribas (PP) chegava às 9h, saía ao meio-dia, voltava às 14h30 e carcava às 15h. Arreda, raça de faladores infelizes!

Óia eu aqui!

Agora, com o retorno do alcaide, ontem, a prefa tava fervilhando de abobrões pra todo lado. Tinha secretário que pensava que a pasta tinha sido extinta, que tava todo serelepe pra lá e pra cá, fazendo o que não se sabe, mas marcando presença pra modi de ver se o JB o enxerga. Só por Deus!

Mordida

Na Maravilha do Atlântico, o comentário nos bastidores da política é de que candidato que realmente tenha interesse em conseguir uma das 13 estofadas cadeiras da casa do povo tem que desembolsar, por baixo, 300 mil reales e o valor pode chegar até a R$1 milhão, caso queira mesmo garantir a cadeira estofadinha.

Mordida 2

Tem cabo eleitoral pedindo até 50 mil reais para dar uma mãozinha. Não é à toa que, depois das eleições, têm excelência excelentíssima que se transforma em novo rico, com o detalhe de que o salário não passa, atualmente, dos R$ 5 mil ou R$ 6 mil.

Milagre

O milagre da multiplicação tem discurso pronto, para explicar a aquisição dos baitas carrões e outros tipos de ostentação: herança, ou da família da mulher ou da própria família, e assim por diante, igualzinho a comissário de polícia, que tem muita sorte para essas coisas de herança ou mesmo de casar com mulher rica. É o Brasil do dinheiro da cueca, dos mensalões, Cachoeiras e Demóstenes.

Figuras etéreas...

A casa do povo da Maravilha do Atlântico, no período Anjoletti, tá pior do que a casa da mãe Joana. Anjoletti parece andar vendado pelos corredores do palácio das leis praiano. Tem um pessoal que não trampa, mas um mês sim e outro também comparece na boca do caixa para sacar o faz-me rir.

Na casa do Anjo

Quem já viu a servidora Jane Aparecida da Silva ou quem conhece Paulo Roberto Leite??? Pois a Jane, segundo os linguarudos, pode ser encontrada trampando num salão de beleza central. É indicada pelo vereador Medeirinhos. O Paulo Roberto, indicado pelo vereador Nilson Probst, ainda aparece uma vez ou outra. Enfim, é a era Anjoletti de administrar.

Verdade restabelecida

Por unanimidade, a câmara julgadora do Tribunal de Justiça manteve o prefeito de Barra Velha, Samir Mattar (PMDB), no cargo. Ele reassumiu a prefa após um afastamento de 11 meses ocasionado por uma cassação politiqueira, baseada em acusações verbais, sem provas materiais. Os desembargadores acataram a tese da defesa, baseada em documentos que desconstruíram a versão fictícia criada na casa do povo que levou à cassação do veião Samir.

No cargo

Em nenhum momento o alcaide duvidou da dona justa e agora lava a alma. Ele poderia ser candidato à reeleição, mas declinou. Sua luta é para terminar o mandato e restabelecer a verdade dos fatos e a ordem política na Capital do Pirão. Para se ter uma ideia do absurdo cometido pelo Legislativo, seis edis declararam-se impedidos, por motivos de foro íntimo, de fazer parte da comissão processante. E três meses depois votaram pela degola do alcaide. Guinada no mínimo estranha, né não?

Sem noção

Os nem tão amados e poucos iluminados vereadores da casa do povo da Maravilha perderam mesmo a noção do bom senso. Estão prestes a assumir a responsabilidade pelas 176 mortes ocorridas em seis meses no Hospital Ruth Cardoso que incluem até desaparecimento do corpo, ou melhor, do feto de um recém-nascido, ainda não explicado pela administração do nosocômio.

Enrolation

Omissa em reconhecer um relatório que aponta 15 culpados, entre eles o prefeito Edson Periquito, a câmara se cala e esconde publicamente o maior escândalo com verbas públicas na saúde de Balneário Camboriú. Não quer reconhecer outra proposta que não seja a vergonha feita pelo relator Marcos Kurtz, ou melhor, por seus assessores, um deles ainda depoente na CPI.

Tem culpa, eu?!

Com essa atitude, os vereadores chamam para si a responsabilidade de investigar uma coisa suja e ainda deixam lá como está pra não atrapalhar muito a eleição. Isso sim é sujeira! E quem vai arcar com a responsabilidade dos óbitos? Da lavagem de dinheiro pública e da corrupção ativa jamais vista na história política da Maravilha?

Credo em cruz...

Foi a casa do povo da Maravilha que deu aval para que a prefa firmasse o contrato administrativo com a Cruz Vermelha. Dois vereadores faziam parte da Comissão de Fiscalização do hospital e em momento algum se manifestaram sobre a situação que o Rutinha vinha enfrentando. A câmara abriu procedimento investigatório pra ajudar o município a romper o contrato, já que também seria responsável pela merdança...

Cosa medonha!

Nesse caminho foi se revelando o monstruoso esquemão de corrupção com a participação direta de representantes do poder público e até de conselheiros “voluntários”. Acontece que a casa do povo é a entidade que deveria fiscalizar a aplicação da grana pública, mas não faz porque diversos parlamentares mantêm seus chegados em confortáveis cargos públicos ou devem favores ao prefeito e acabam sisquecendo o motivo para que de fato foram eleitos.

Eleição, em outubro!

Vou lembrá-los: “em outubro tem nova eleição”! O enredo do Ruth Cardoso tá ganhando mais audiência que as novelas do Manoel Carlos. Os vereadores não perceberam ainda que quanto mais esconde, mais aparece, ou pelo menos maior é vontade de conhecer os capítulos finais.

 


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