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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Rescaldo


Rescaldo

Findo o primeiro turno, vencedores e vencidos fazem a análise do que as urnas revelaram no último domingo no Brasilzão e aqui na região. Os números serão estudados e servirão de base para outras eleições, assim como os números das eleições anteriores balizaram esta. Mas são só impressões.

Uma coisa é uma coisa...

Outra coisa é outra coisa. Alguns sabichões matutam que esta eleição serve de parâmetro para as eleições municipais daqui a dois anos, mas, na verdade, servem, só, de “algum” parâmetro. Porque são eleições bem diferentes, haja vista o caráter em constante modificação do cenário e as características próprias de cada uma.

Eleição presidencial

A eleição deste ano foi totalmente norteada pela eleição presidencial. De zoio em Bolsonaro, facadas, Haddad, Ciro, petismo e antipetismo, o Brasil, os brasileiros, e as campanhas presidenciais, transformaram a eleição em troca de memes em que os verdadeiros temas importantes passaram longe.

Discussão moral

Questões como homofobia, misoginia, cotas, reacionarismo, liberdade, militarismo, educação moral e cívica, foram os principais temas. Temas mais de discussão moral e filosófica do que de discussão pragmática dos assuntos que o país precisa discutir. Que são as reformas diversas (política, previdenciária, fiscal), e temas como emprego e renda, educação, saúde, marco legal, etc.

Pra resumir

As paixões despertadas pelos temas morais esconderam os outros temas e, também, as outras eleições que não a presidencial. Como a campanha foi curta, o brasileiro chegou às urnas com o nome de seu candidato a presidente na cabeça, e só.

Efeito Bolsonaro

Sob esta análise, se explica o efeito Bolsonaro, o campeão do discurso raso. A influência desse discurso sobre seus seguidores se espalhou por outras candidaturas que representassem mais ou menos o que, no imaginário coletivo, ele representa. Daí esse viés desta eleição de tantos candidatos pouco conhecidos terem sido eleitos com votações significativas.

Renovação?

Houve muita renovação de nomes, de fato, e surpresas, neste primeiro turno. Resta saber se houve renovação de ideias e de práticas, isso só o tempo dirá. Quanto ao segundo turno, o que se espera é que temas relevantes do dia-a-dia e da vida comum do país venham à cena, e que a discussões importantes sejam aprofundadas. Chance de isso acontecer? Eu acho que não. E você?

Por aqui

Aqui na região, não foi diferente do resto do país. O efeito Bolsonaro foi ainda mais sentido, haja vista a votação expressiva do homem na Santa & Bela, que acabou refletindo em candidaturas que estavam sendo consolidadas na região e que tiveram votações expressivas, como a de Anna Carolina (PSDB) e Carlos Humberto (PR), que acabaram atropeladas pela onda Bolsonaro.

Menos

Pode-se dizer o mesmo da votação de Thiago Morastoni (MDB)? Talvez não. Sua votação ficou bem aquém do que era esperado, por isso, dizem os bocudos de plantão, o bicho promete pegar na administração peixeira tão logo acabe a Marejada. Fala-se abertamente em traição e em não vestir a camisa, e por aí vai. Mas, de alguma forma, também o efeito Bolsonaro teve alguma influência sob Thiago.

Chama o Meirelles

Outro que se deu mal, com ou sem efeito Bolsonaro, foi o homem pássaro Edson Periquito (MDB) que esperava, segundo declarações dele mesmo, partir de um patamar de 30, 40 mil votos, e fez cerca de 20 mil. O que jogou um balde de água fria em suas pretensões ao paço dos altos da Dinamarca daqui a dois anos. Ai qui dor!

Para terminar

Resta saber agora o resultado do segundo turno. Que vale também para o governo estadual de Santa Catarina. Vai ser um pega pra capar, mas só a partir de 28 de outubro saberemos, realmente o que nos espera. Lá e aqui. Ai Jisus!!!

Pressão

Depois da derrota do candidato do governo da city peixeira nas eleições, a pressão por uma reformulação pra cima do prefeito barbudinho, Volnei Morastoni (MDB), é grande. Grupos começam a se mobilizar para que VM faça uma limpa e a campanha à reeleição comece.

Unanimidade

Perdigueiros da coluna afirmam que é desejo unânime que o prefeito barbudinho afaste de vez a toda poderosa e quase prefeita Raquel Gastaldi e seu aliado de primeira ordem, Alcides Volpato.

Relacionamento

Dizem ainda os perdigueiros que a questão de relacionamento político do prefeito barbudinho continua em crise por conta de que não empoderou quem deveria ser empoderado para pacificar o governo e suas relações.

Repete

Como em seu primeiro governo, VM permite que pessoas o influenciem negativamente contra forças políticas que poderiam agir no distensionamento de sua gestão. Um exemplo é à distância com seu vice Marcelo Saldré, ops, Sodré (PDT), que poderia ser um parceiro na articulação, mas insistem em torná-lo inimigo.

Lambanças

Nos corredores do paço algumas negociações durante as eleições fizeram com que Volnei Morastoni aprofundasse a crise de relacionamento contemplando lideranças e negociando com partidos em detrimento a sua base de sustentação.

Cargalhada

Dizem as bocas de urubu que algumas lideranças sem força e nem voto ganharam mais cargos que muitos vereadores da base durante a eleição. E que isso pode começar a azedar a relação com a piramidal e também com o PDT.

Devolve

O primeiro sinal de que VM estaria realmente interessado em colocar o barco para andar seria a recondução de Marcelo Sodré ao comando do Semasa. O segundo seria realmente afastar quem vive de fofoca e não produz. Terceiro, fazer as pazes com a base aliada em favor de sua governabilidade. Ou ver a nau afundar...

Incendiar

Ontem, no final da tarde, o prefeito barbudinho Volnei Morastoni passou a mão na caneta e estava assinando exonerações em cima de exonerações, mandando meio mundo do PDT embora. A atitude vai incendiar o governo e salve-se quem puder.

Trabalharam

Tá mais do que evidente que a medida, no calor da emoção do rescaldo das eleições, não é a mais acertada. Afinal, é evidente que o ão trabalhou para a deputada Paulinha da Silva. Basta ver os votos que a bonitona colheu aqui. Não se sabe quem Volnei escuta pra tomar tal atitude. Tem que pensar em 2020.

Bisturi sem fio

A votação de Periquito na capital da pedrada e ex-do tiro ao vereador escancarou a fragilidade política do governo do médico prefeito, Élcio Bisturi Kuhnen (MDB). Ele colocou a máquina pública para pedir voto para o emedebista e ele mesmo foi para as ruas da cidade conversar com o povão, coisa que não faz no dia a dia como prefeito.

Loirosa em baixa

Outro cabo eleitoral que parece ter sua influência respirando por aparelhos na capital da pedrada é a ex-prefeita loirosa Luzia Coppi (PSDB). Ela foi abandonada pelo beatle vereador John Lenon Teodoro que pulou a cerca para apoiar a agora eleita Paulinha da Silva (PDT), junto com os vereadores do DEM e PV. Mesmo Luzia pegando na mão da BBB, Anna Carolina (PSDB), teve que amargar a sétima posição em votos na cidade.

Sem expressão

Aliás, mesmo eleita, Paulinha está tiririca da vida com a votação ínfima na capital da pedrada que a deixou na 5ª posição. Mostrou que o apoio dos vereadores do DEM, de John Lenon (PSDB), e dão serviu pra muita coisa. Oh, dor! Oh, vida!

Lá vem a galega

Enquanto Pirica surta com o prefeito do bisturi, Paulinha com seus vereadores, a loirosa com sua base desmoronada, a galega boa de briga Jane Stefenn (REDE) flanou na pista. Sem dinheiro, com um partido sem expressão e só com a sola do sapato, emplacou a segunda maior votação da cidade e se prepara para vir com tudo em 2020. Segura!

Espinafre

Os votos pra deputado estadual ficaram muito divididos em Navegantes. Murilo (PT) fez 3499 e Cirino (MDB) 3712 votos. Linguarudos alardeiam que morreram abraçados com uma votação medíocre pelo fato de serem candidatos da cidade. Já Thiago Morastoni 3277 votos foi a grande surpresa ao fazer quase a mesma quantidade de votos de candidatos da terra.

Popeye

Mas o grande vencedor dessa disputa foi um proprietário de uma lanchonete, o popular Popeye, com 2222 votos, que fez mais votos que a minha musa Ana Carolina com 2198 votos, apoiada pelo prefeito Emílio Vieira (PSDB, que mesmo com toda estrutura da máquina fez dois mil votos para a candidata.


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