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Coluna Fato&Comentário

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Edison d´Ávila é itajaiense, Mestre em História e Museólogo, mestre em Cultura Popular e Memória de Santa Catarina. Membro emérito do Instituto Histórico e Geográfico de SC, da Academia Itajaiense de Letras e da Associação de Amigos do Museu Histórico e Arquivo Público de Itajaí. É autor de livros sobre história regional de Santa Catarina

De largo do cemitério à 
praça Irineu Bornhausen


A municipalidade de Itajaí executa agora a reurbanização da Praça Governador Irineu Bornhausen, em frente à Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento. Trata-se da terceira obra de urbanização desse logradouro público que foi criado em 1863, quando o cemitério da cidade foi transferido para o local, onde agora está a Igreja Matriz. A ampla área em frente, então, passou a ser conhecida como Largo do Cemitério. Não era mais do que um grande areal coberto por capim rasteiro, conforme se vê em fotografias de época. Aliás, a Igreja Matriz e a praça ficam sobre o único banco de areia do centro da cidade, pois o resto do terreno é turfoso. O centro da cidade custou a avançar para oeste. No fim do século 19 e começo do século 20, o movimento estava nas ruas Pedro Ferreira e Lauro Müller. O Largo do Cemitério era um lugar ermo, pouco habitado e mal-assombrado. Esse avanço começaria com vagar após a construção de prédios públicos como o Grupo Escolar Victor Meirelles, em 1913, e o Palácio Marcos Konder (antiga Prefeitura), em 1925, a remoção do cemitério para a Fazenda, em 1931, e se consolidou definitivamente com a inauguração da Igreja Matriz, em 1955. Com a proclamação da República, seu nome foi mudado para Praça da Bandeira e assim se manteve até à Revolução de 1930, quando o entusiasmo revolucionário levou à nova troca de nome: Praça da Revolução! No entanto, a nova denominação não perdurou, porque os descaminhos revolucionários logo desencantaram muitos e porque não houve oficialização da troca. Com a redemocratização do país, retornou o antigo nome: Praça da Bandeira. O prefeito Paulo Bauer fez a primeira urbanização do local, com arruamentos laterais, calçadas, ajardinamento e colocação de bancos. Em janeiro de 1956, ele propôs a lei denominando Praça Governador Irineu Bornhausen, em homenagem ao itajaiense que naquele mês do ano concluía o mandato como governador do Estado de Santa Catarina em visita a sua terra natal. A segunda e maior intervenção urbanística na praça acorreu na administração do prefeito Arnaldo Schmidt Júnior, em 1996. O arruamento foi modificado e o trânsito passou a ser feito no seu perímetro apenas. Não sendo ela mais atravessada por veículos que vinham da rua Tijucas. O revestimento do piso com pedras tipo portuguesas e a construção de um grande chafariz próximo à avenida coronel Marcos Konder foram as outras inovações dessa urbanização. O projeto que ora se executa, espera-se que tenha beleza paisagística, porque a cidade precisa do belo, tenha comodidade para o usuário e, principalmente, valorize o principal monumento arquitetônico e artístico de Itajaí: a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento.


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