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Vereador será excelência


Vereador será excelência

Há uma correria declarada nos partidos para que sejam montadas chapas fortes para a disputa que, até 2016, era a menos valorizada em uma eleição municipal, a de vereador. O espaço nos legislativos municipais ganhou status com o fim da coligação à proporcional, quase sempre utilizada como moeda de troca nas costuras para formar as alianças em torno da eleição de prefeito, que ainda podem aglutinar em torno de si inúmeros partidos. Agora é cada agremiação política por si, sem efeito rolha de campanha (é assim que se escreve em bom português, um substantivo masculino), onde o às vezes pouco votado era puxado para uma cadeira pelos campeões na preferência do eleitor de seu ou de outro partido. O fato é tão contundente que, antes mesmo de uma campanha começar ou de serem abertas as urnas, em outubro próximo, tem político tradicional, na contramão da história, que passou a defender a volta do dispositivo na proporcional, já de olho em 2022. PALADINA DA SAÚDE Os recursos de emendas parlamentares indicados aos hospitais de Santa Catarina, liberados pelo Ministério da Saúde, e as habilitações de novos serviços que presentam diligências levaram a deputada federal Carmen Zanotto (CIDADANIA) a conversar com o secretário Helton Zeferino. Além de receber a garantia do secretário de que nenhuma ação sobre a Central de Regulação dos leitos hospitalares de Lages sem que seja revisto o fluxo de pacientes com os secretários dos municípios da Serra Catarinense, ficou definido que será realizado, em fevereiro, um balanço do mutirão das cirurgias de reconstrução de mamas. As intervenções iniciaram em outubro de 2019, com recursos de R$ 1,5 milhão de emenda destinada por Carmen. Quem é forte, vencerá! O partido político que quiser ter alguma pretensão e sobreviver deverá montar chapas fortes às câmaras, os nanicos e os que circundavam os maiores, como verdadeiros satélites ou siglas de aluguel, tendem a sucumbir. Embora o tempo de rádio a propaganda eleitoral ainda tenha força, de nada adiantará uma aliança sem que o exército de postulantes a vereador assumam a candidatura ao Executivo, já que são os que concorrem ao Legislativo e seus cabos eleitorais que tradicionalmente catapultam os que querem chegar à prefeitura e não o contrário. Variáveis Com a disposição declarada de boa parte do eleitorado em renovar as câmaras e prefeituras, risco assumido mesmo quando abunda a inexperiência e o excesso de discurso, a maioria das vezes ideológico e da boca para fora, o campo de batalha dos eventuais candidatos será amplo e imprevisível. As redes sociais, que transformaram biografias de ativistas digitais e os elegeram, em 2018, são uma poderosa arma à disposição de todos os pretendentes a ocupar um cargo eletivo a partir do ano que vem, o que exigirá também estratégias mais conservadoras, como pedir o voto no cansativo corpo a corpo. No popular, gastar a sola de sapato. Cálculo Cada partido poderá lançar o mesmo número de vereadores atuais mais 50% por cento da vagas: 31 candidatos, em Itajaí; 34, em Florianópolis; 28, em Joinville; 24, em Blumenau; 27, em São José; 27, em Chapecó; 25, em Criciúma, só para citar algumas cidades, embora há quem entenda que o arredondamento deva ser para mais, o que daria um candidato a mais em algumas cidades. O que se observa é uma falta de critério na divisão da representatividade – o que concentra o poder nas mãos de menos legisladores -, onde o município mais populoso, Joinville, tem menos vereadores do que Florianópolis, São José e Itajaí, por exemplo, colégios eleitorais menores. E elas A eleição para vereador tem ainda um componente explosivo, a possibilidade de impugnação da chapa inteira caso seja confirmada a presença de candidatas “laranjas”. Problema que ganhou destaque depois que a Justiça Eleitoral passou a punir com rigor o não cumprimento dos 30% de mulheres nas chapas. Petit comité Nem o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, tinha conhecimento ou foi convidado para o encontro do grupo de empresários, em Balneário Camboriú, um almoço que teve a presença no melhor estilo “estou em férias” do ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), o que tornaria a conversa mais interessante. Aliás, a informalidade do encontro pode ser medida pelo fato de que os políticos presentes, o deputado federal Daniel Freitas (PSL) e o senador Jorginho Mello, líder do Senado, traziam aquelas etiquetas adesivas coladas na camisa, com o nome deles escrito à mão, ou seja, não eram conhecidos do público nacional presente. Casa de ferreiro, espeto... Liberais, despertem o mais rápido possível! Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que o governo federal, este mesmo de Jair Bolsonaro, deixou de economizar R$ 105 milhões, em 2019, porque não incorporou as mudanças aprovadas na Reforma Trabalhista, na administração de Michel Temer, em 2017. Aí, não dá! Na avaliação dos técnicos da CGU, a partir da análise de 101 contratos de mão de obra terceirizada no Executivo Federal, em todo o país, nem a alteração da escala de trabalho de 12 horas de atividade por 36 horas de descanso foi seguido, principalmente pela demora de alteração nos contratos com empresas de vigilância e limpeza.


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