Colunas


Coice e passo adiante


Jairos era uma pessoa autoritário e egoísta. Carregado de traumas fabricados em sua trajetória de vida, depois de avançar na idade, falava com sinceridade quando demonstrava suas revoltas. Ali, traía suas intenções ao revelar seus desejos mais egoístas, os quais não poderia declamar nas esquinas como socialmente honestos. Jairos vivia escondido nas coisas que escondia de si mesmo. Tinha a “alma” atordoada pelo acúmulo de si, dentro de si mesmo. Sua psiquê estava abarrotada por sua incapacidade de dar um passo de autossuperação.

Jairos, sem escolhas, preferia o coice ao passo adiante! Não conseguia governar suas ações com destreza e cunhava sua marca em mentiras, em confrontos inventados, em culpar um alvo pelo seu erro. Indolente porque egoísta, qualquer sofrimento só poderia ser o seu. Para qualquer asfixia em sua garganta, culpa e responsabilidade estavam amarradas em terceiros, como cabos desgastados de navios prontos para ruir. Criar problemas e dar coices lhe deixava, intimamente, protegido e, para si mesmo, politicamente fortalecido. Pobre conjunto de carne e osso que se esvazia no eón [período de tempo muito longo], tinha ali sua franqueza: o coice.

Ao seu redor e por suas próprias mãos, o mundo que Jairos via e vivia era um circuito de disfarces. Sem música, Jairos dançava num baile de máscaras cheio de personagens, para os quais escrevia o destino, as falas e os crucificava por avaliação moral. Assim, restava-se a si próprio como o Grande Ser: era acusador e juiz, classificava aos outros e destinava as sentenças.

Havia, entre todos os convidas, o semblante de que o preço do combustível estava caro demais, mas, dizer isso a Jairos, era produzir dissonância e reações agudas. Jairos não admitiria ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

Jairos, sem escolhas, preferia o coice ao passo adiante! Não conseguia governar suas ações com destreza e cunhava sua marca em mentiras, em confrontos inventados, em culpar um alvo pelo seu erro. Indolente porque egoísta, qualquer sofrimento só poderia ser o seu. Para qualquer asfixia em sua garganta, culpa e responsabilidade estavam amarradas em terceiros, como cabos desgastados de navios prontos para ruir. Criar problemas e dar coices lhe deixava, intimamente, protegido e, para si mesmo, politicamente fortalecido. Pobre conjunto de carne e osso que se esvazia no eón [período de tempo muito longo], tinha ali sua franqueza: o coice.

Ao seu redor e por suas próprias mãos, o mundo que Jairos via e vivia era um circuito de disfarces. Sem música, Jairos dançava num baile de máscaras cheio de personagens, para os quais escrevia o destino, as falas e os crucificava por avaliação moral. Assim, restava-se a si próprio como o Grande Ser: era acusador e juiz, classificava aos outros e destinava as sentenças.

Havia, entre todos os convidas, o semblante de que o preço do combustível estava caro demais, mas, dizer isso a Jairos, era produzir dissonância e reações agudas. Jairos não admitiria críticas! Muitos não foram ao baile porque não resistiram a uma peste pegajosa e morreram sufocados por ausência de oxigênio ou por falta de vacinas ou por impossibilidade de tratamento. Mas Jairos, como cicerone, dizia que não era coveiro, embora sua responsabilidade fosse salvar vidas e não enterrar mortos.

Jairos, por seus traços psicológicos declarados em suas ações durante a vida e na forma de autorrelato como coisas comuns ou situações provocadas por outros, acusava a Democracia de ser aberta demais, portanto, prejudicial ao seu destino: se há mais votos aos outros, a culpa é da máquina que os registra e daqueles que a defendem. Mais um confronto a viver! Machista e impulsivo, colocara sua própria esposa em constrangimento ao revelar suas matinas.

Jairos acreditava defender a liberdade como a existência da circulação de seu sangue, mas abrigava condenados, protegia investigados, criava sigilos centenários para suas atividades constitucionalmente públicas, hostilizava mulheres que, no suporte profissional, lhe faziam perguntas. A liberdade que oferecia era para si mesmo, como cabos desgastados de navios muito a ruir.

Jairos não tinha escolha: estava psicologicamente preso nos escombros ou ruínas que trouxe em sua vida e, sem poder dar um passo à frente, estava condicionado a dar coices. Sua vida tinha estímulos para trás, sem energia para alimentar o futuro. Os dias rompiam a escuridão como todos os dias: disfarces, máscaras e coices. Jairos dispunha suas energias porque tinha muitas fraquezas ao invés de desafios. O baile apontava o nascer do sol e a culpa seria dos músicos!


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Punição prevista em lei pra maus-tratos a animais funciona no Brasil?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Eleições 2026

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Cão Orelha

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

BANCO MASTER

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Colonialismo de dados

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil

Microbolsas

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil



Colunistas

Agricultura familiar leva revés do Estado

JotaCê

Agricultura familiar leva revés do Estado

Onde a Cidade Aprende a Torcer

Clique diário

Onde a Cidade Aprende a Torcer

Coluna Esplanada

Mulheres no front

CPI dos Cartórios depende de assinaturas na Alesc

Coluna Acontece SC

CPI dos Cartórios depende de assinaturas na Alesc

Casório em Cabeçudas

Coluna do Ton

Casório em Cabeçudas




Blogs

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

VersoLuz

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Espaço Saúde

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Carangas abandonadas, viram caso de calamidade pública

Blog do JC

Carangas abandonadas, viram caso de calamidade pública

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas

A bordo do esporte

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.