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Altevir Baron é diretor de vendas, com trajetória marcada por liderança, ética e resultados no mercado imobiliário de alto padrão. Apaixonado por comportamento humano e cultura organizacional, escreve semanalmente sobre os bastidores do mundo corporativo. Suas reflexões unem experiência prática, pensamento crítico e olhar humano sobre empresas e pessoas Instagram: @abaronoficia | LinkedIN: altevirbaron

E se eu mudar de empresa? Tudo muda, será?


E se eu mudar de empresa? Tudo muda, será?
( imagem gerada por IA)

No mundo organizacional, a palavra mudança carrega peso e resistência. Mudar incomoda porque obriga a sair da rotina. No entanto, é impossível falar em progresso profissional sem encarar o desafio da transformação.

Muitos acreditam que mudar de emprego basta para renovar a trajetória. Recebem um novo crachá, conhecem outros colegas e encaram novas demandas. Mas se os velhos hábitos seguem, tudo volta em pouco tempo. É como trocar apenas o palco sem mudar o repertório; o palco muda, mas a peça é a mesma.

O primeiro ponto é compreender que mudança começa no comportamento. Exige força de vontade e coragem para olhar para si. Rever crenças limitantes, abandonar desculpas e assumir protagonismo. É aprender a ouvir feedbacks sem defensividade, reconhecer falhas e enxergar oportunidades de evolução. A verdadeira transformação não acontece por decreto externo, mas por decisão interna muito pessoal.

É preciso entender também que a fuga não resolve. Mudar de empresa sem mudar a si mesmo apenas transporta os mesmos dilemas para outro endereço. Conflitos se repetem, insatisfações voltam ...

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Muitos acreditam que mudar de emprego basta para renovar a trajetória. Recebem um novo crachá, conhecem outros colegas e encaram novas demandas. Mas se os velhos hábitos seguem, tudo volta em pouco tempo. É como trocar apenas o palco sem mudar o repertório; o palco muda, mas a peça é a mesma.

O primeiro ponto é compreender que mudança começa no comportamento. Exige força de vontade e coragem para olhar para si. Rever crenças limitantes, abandonar desculpas e assumir protagonismo. É aprender a ouvir feedbacks sem defensividade, reconhecer falhas e enxergar oportunidades de evolução. A verdadeira transformação não acontece por decreto externo, mas por decisão interna muito pessoal.

É preciso entender também que a fuga não resolve. Mudar de empresa sem mudar a si mesmo apenas transporta os mesmos dilemas para outro endereço. Conflitos se repetem, insatisfações voltam a aparecer, problemas nas relações e as limitações pessoais permanecem. Nesse processo, muitos se frustram porque confundem mudança de empresa como se fosse isso a chave para mudar a si. Às vezes pode ajudar um novo ambiente, mas não é isso que fará as efetivas transformações.

Uma das chaves está na evolução comportamental. Ser capaz de desenvolver inteligência emocional, ampliar a capacidade de escuta, estar desarmado, exercitar coragem de enfrentar a si mesmo. Ao mesmo tempo, manter-se em constante aprendizado, construindo sua adaptação neste momento e fase da vida. Lembre que irá exigir de você paciência e dedicação, nada é “de repente mudamos”. Isso é um processo natural que pode ser de curto, médio ou longo prazo, o que depende de cada pessoa.

Outro ponto fundamental é reconhecer o próprio valor. Compreender que o crescimento e a mudança se fazem necessários e que irá acontecer quando se entende o benefício de mudar a si mesmo e o impacto que se é capaz de gerar com a mudança. Seu valor não é sobre o cargo que ocupa, mas na sua percepção de si próprio na contribuição, consistência e resultados que cada pessoa pode entregar dentro e até mesmo fora da organização.

No fim, mudar é aceitar que velhos hábitos não cabem em novos capítulos. A vitória não está apenas em trocar de emprego, mas em transformar a forma de pensar, agir e aprender. É assim que se conquista espaço, se reconhece o próprio valor e se constrói uma carreira sólida que você se orgulhe. Quem compreende isso deixa de ser refém das circunstâncias e passa a escrever sua própria história. Pense nisso, melhore sempre!


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