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As questões coletivas da política


A política, como sabemos, é o ambiente do conjunto, da compilação de todos num mesmo lugar, da junção. Tudo o que é decidido ali é para todos ou diz respeito a todos. Esse fenômeno gera a condição do ser político. Em períodos eleitorais, é requisito falar para todos, conformar a união de grupo, apresentar esperança de soluções para problemas coletivos e nunca individuais. A democracia, corpo mais vigoroso da política e espaço de convivência entre políticos e entre políticos e cidadãos, é gerada pela mesma condição. Democracia e política não podem servir para alguns e excluir outros. É como a liberdade: não como se produzi-la com a escravidão, a servidão, a submissão. Você só pode se sentir livre na mesma medida em que o outro estará na mesma condição. O direito de um é o exato direito do outro, assim como os deveres que se têm.

Quando a política, os políticos e a democracia se fazem em nome pessoal ou de pequenos grupos, então há desajustes profundos em sua natureza de existência. Se só pode existir em nome de todos, é imprescindível que os comportamentos sejam moldados a este legado. Caso essa conformidade não se dê, os problemas passam a surgir como conflitos e confrontos pessoais. A prepotência surge como arma de guerra e, para alguns, há o desejo que tudo dê errado para que os opositores sejam derrotados pelos próprios resultados. Pensamento de medíocres.

Tal egoísmo político também se encontra no cotidiano comportamental de alguns indivíduos nas rotinas do dia a dia. Tal lá como cá, o comportamento revela comprometimento da trajetória social, revolta e vingança. A política apresenta suas patologias quando passamos a encontrar os confrontos e conflitos por necessidades familiares, de personalismos, pelo desejo de usar o poder como elemento de guerrilha, e no maniqueísmo do “bem contra o mal”.

Enquanto o individualismo é próprio do mercado, este processo deve ser evitado na política. Políticos que alimentam o conflito como suposto campo de luta fazem mal à democracia. Por certo ...

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Quando a política, os políticos e a democracia se fazem em nome pessoal ou de pequenos grupos, então há desajustes profundos em sua natureza de existência. Se só pode existir em nome de todos, é imprescindível que os comportamentos sejam moldados a este legado. Caso essa conformidade não se dê, os problemas passam a surgir como conflitos e confrontos pessoais. A prepotência surge como arma de guerra e, para alguns, há o desejo que tudo dê errado para que os opositores sejam derrotados pelos próprios resultados. Pensamento de medíocres.

Tal egoísmo político também se encontra no cotidiano comportamental de alguns indivíduos nas rotinas do dia a dia. Tal lá como cá, o comportamento revela comprometimento da trajetória social, revolta e vingança. A política apresenta suas patologias quando passamos a encontrar os confrontos e conflitos por necessidades familiares, de personalismos, pelo desejo de usar o poder como elemento de guerrilha, e no maniqueísmo do “bem contra o mal”.

Enquanto o individualismo é próprio do mercado, este processo deve ser evitado na política. Políticos que alimentam o conflito como suposto campo de luta fazem mal à democracia. Por certo, as divergências é que nos permitem caminhar e aprender, associadas ao respeito que define os músculos corporais para enfrentar os desafios da vida. Se o indivíduo deve se diluir na política em nome da sociedade, seus comportamentos devem corresponder aos sentidos gerais de um país.

Razões para criticar a autocracia [quando as ações do governo são ditadas pelos interesses pessoais do governante] e motivos para afastar o uso do poder político em favor de pequenos grupos são antídotos contra o autoritarismo e o personalismo. Temos motivos suficientes para elaborar formas de evitar candidatos que nos apresentam as fórmulas das soluções aos problemas que nos afligem e depois agem em causas próprias. Exemplos são fartos.

O primeiro passo é compreender que o voto de cada um é coletivo. É um agir individual, com atitude de efeito para todos. O segundo passo é que os eleitos devem [é dever dos eleitos] agir em nosso nome. Como isso não tem se apresentado como princípio, talvez, devamos produzir algumas condições para que os candidatos possam assumir. Uma cartilha simples, a ser cobrada em toda a ocasião possível. Os candidatos eleitos não têm a liberdade de fazerem o que querem porque estão presos aos nossos desejos e aos nossos interesses coletivos. São nossos empregados!

Mestre em Sociologia Política


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