Colunas


Direito em movimento: esporte, jogos e entretenimento

Direito em movimento: esporte, jogos e entretenimento

Graduado e pós-graduado em Direito, Roberto Brasil Fernandes atuou pela ABLE perante o STF e representou as Loterias Estaduais no Congresso Nacional até 2019. É autor de diversos artigos e do livro “Direito das Loterias no Brasil”

Justiça manda casa de apostas devolver o dinheiro do ludopata


Se você, leitor, perdeu — ou conhece alguém que perdeu — dinheiro em apostas no Brasil, é importante saber: em plataformas legalizadas, é possível buscar a restituição. Foi exatamente isso que reconheceu a Justiça de São Paulo ao condenar uma operadora de apostas autorizada a devolver parte das perdas a um jogador — plot twist: nem sempre a banca vence.

Com a regulamentação das apostas pela lei nº 14.790/2023, as operadoras passaram a ter endereço, CNPJ e responsáveis identificáveis, o que torna viável responsabilizá-las por falhas no dever de jogo responsável — algo antes impossível no mercado dominado por sites ilegais.

O caso está registrado nos autos do Processo nº 4031658-91.2025.8.26.0100/SP, em que a Justiça de São Paulo reconheceu que uma operadora autorizada falhou no monitoramento compulsivo, deixando de intervir mesmo diante do padrão claro de ludopatia do apostador, que perdeu R$ 456.247,02 entre 2021 e 2025. A empresa foi condenada a devolver as perdas ocorridas após a vigência da lei nº 14.790/2023, além de pagar R$ 40 mil em danos morais. O valor exato será definido em liquidação.

A decisão sinaliza um movimento firme: plataformas legalizadas precisam adotar sistemas eficazes de detecção de risco, sob pena de responsabilização civil. É a régua da Justiça equilibrando ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

Com a regulamentação das apostas pela lei nº 14.790/2023, as operadoras passaram a ter endereço, CNPJ e responsáveis identificáveis, o que torna viável responsabilizá-las por falhas no dever de jogo responsável — algo antes impossível no mercado dominado por sites ilegais.

O caso está registrado nos autos do Processo nº 4031658-91.2025.8.26.0100/SP, em que a Justiça de São Paulo reconheceu que uma operadora autorizada falhou no monitoramento compulsivo, deixando de intervir mesmo diante do padrão claro de ludopatia do apostador, que perdeu R$ 456.247,02 entre 2021 e 2025. A empresa foi condenada a devolver as perdas ocorridas após a vigência da lei nº 14.790/2023, além de pagar R$ 40 mil em danos morais. O valor exato será definido em liquidação.

A decisão sinaliza um movimento firme: plataformas legalizadas precisam adotar sistemas eficazes de detecção de risco, sob pena de responsabilização civil. É a régua da Justiça equilibrando a relação — “pau que bate em Chico também bate em Francisco”.

Do outro lado, como apontam Waldir Marques e Amilton Noble (BNL), o apostador que escolhe site ilegal também se expõe a multa de até R$ 200 mil, conforme art. 50, §2º, da lei 13.155/2015. A escolha do apostador, portanto, financia ou um mercado regulado e seguro, ou um ecossistema clandestino e suas mazelas.

A Caixa também vai entrar no Jogo

No II Fórum Esporte Seguro, no Rio de Janeiro, que reuniu autoridades e especialistas para discutir medidas de prevenção à manipulação de resultados. Juliano Fernandes Bourim, diretor-executivo das Loterias Caixa, destacou que o mercado regulado de apostas cresce e se consolida no país. Segundo ele, a experiência de décadas da Caixa na operação de loterias tradicionais qualifica a instituição a contribuir para normas mais transparentes e éticas.

No painel de abertura, “Ética e integridade no esporte”, Juliano ressaltou que o setor de apostas pode se beneficiar da expertise do Sistema Financeiro Nacional, especialmente na prevenção à fraude e à lavagem de dinheiro. Reforçou ainda o programa de jogo responsável da Caixa, certificado pela World Lottery Association.

Ao encerrar, defendeu que as apostas esportivas precisam cumprir um propósito social ligado ao esporte, e não se limitar ao lucro. A bet da Caixa deve entrar em operação ainda em 2025.

Como as “Bets” legais viraram aliadas do esporte no Brasil

Embora pouco conhecido do grande público, o papel das casas de apostas legalizadas é central no combate à manipulação esportiva. Em SC e no restante do país, a maior parte das denúncias nasce de alertas emitidos por operadores licenciados, que utilizam sistemas de monitoramento capazes de identificar movimentações anômalas. Apenas empresas legalizadas possuem obrigação de reportar às autoridades — sites ilegais, por outro lado, não prestam informações, não cooperam com investigações e expõem consumidores a riscos. Em mercados regulados, Estado, operadores e entidades esportivas atuam de forma integrada, reduzindo fraudes e fortalecendo a governança das competições.


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Punição prevista em lei pra maus-tratos a animais funciona no Brasil?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Eleições 2026

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Cão Orelha

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

BANCO MASTER

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Colonialismo de dados

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil

Microbolsas

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil



Colunistas

Agricultura familiar leva revés do Estado

JotaCê

Agricultura familiar leva revés do Estado

Onde a Cidade Aprende a Torcer

Clique diário

Onde a Cidade Aprende a Torcer

Coluna Esplanada

Mulheres no front

CPI dos Cartórios depende de assinaturas na Alesc

Coluna Acontece SC

CPI dos Cartórios depende de assinaturas na Alesc

Casório em Cabeçudas

Coluna do Ton

Casório em Cabeçudas




Blogs

Pavan, fica fulo e diz que não é prefeito de patacas!

Blog do JC

Pavan, fica fulo e diz que não é prefeito de patacas!

Quando o sentimento não usa máscara

VersoLuz

Quando o sentimento não usa máscara

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas

A bordo do esporte

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas

Uma entrevista interessante

Blog do Magru

Uma entrevista interessante

Você tem andado cansado e com fadiga?

Espaço Saúde

Você tem andado cansado e com fadiga?






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.