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É o que se inicia em você


É o que se inicia em você

É o que se inicia, o que se prorroga, o que insiste em ser. O Tempo é o mesmo para tudo: vai se fazendo, movendo-se, perpetuando-se. As coisas e as pessoas mudam, mas apenas de modo relativo. Não é possível ser outro ser pelos efeitos fantásticos dos ritos de passagem. De 31 de dezembro para 1 de janeiro fogos de artifício primeiro declaram o fim de um período, o término de uma temporada, a ultrapassagem de uma fase.

Como o tempo muda ou mudaria pelos efeitos dos rituais, desejamos acompanhar as mudanças e nos prometemos mudanças: primeiro nos mudar, e depois mudar as relações com o mundo. A renovação da vida se dá no incremento do rito, da festividade da transformação mágica. Em seguida, os resultados das transformações seguem presos nos processos cerimoniais, nos abraços abandonados nas liturgias.

As transformações não exigem uma data especial, senão o olhar para dentro de si a descobrir o que lhe causa tantas mágoas, tantas dificuldades de se relacionar, imensos traumas que se pretendeu esconder porque são muito perigosos às descobertas. Não há fogos de artifício, nem artifícios que possam lhe libertar de suas próprias angústias.

Após fogos, abraços e brindes, retornamos ao que se exige de nossas vidas: o cotidiano retoma seu fôlego, lhe dá os horários, define as tarefas, cobra responsabilidades nas relações sociais e políticas... e você sai a correr para se entregar, para se integrar, para ganhar louvores e salários. Estamos em julgamento dos eternos inícios no tempo: frações do dia, composição de semana, vislumbre do mês, alcance do semestre, e o moinho do ano.

Por certo precisamos começar e recomeçar. O que há de mais importante para a liberdade que você deseja não está fora de você e nem explodirá em fogos de artifícios coloridos, em cores cronometradas em 10, 15, 20 minutos. Lindo, belo, extasiante! A transformação não estará nos ritos do tempo, mas no esforço de encontrar revendo as passagens que marcam e determinam suas ações, formas de sentir, pensar e agir. Estão em passos de marcas profundas em sua trajetória que, talvez, por muito tempo, você não queira e não consiga observar.

Ver-se, procurar por si e suas dificuldades de viver é a mais difícil e a mais libertadora das transformações. Muito provavelmente não haverá brindes em taças, concentração de pessoas, queixos erguidos aos céus noturnos, cores a explodir nas alturas. Talvez abraços, acalentos e uma leve postura no sofá. A liberdade de se poder fazer [liberdade política] está fora de nós e se insere em nós. A liberdade de se poder querer o bem [liberdade existencial] está nos calabouços de nossa trajetória, nas maneiras de formação de nossa formação social.

Felicidades a você nos novos tempos de se ver!


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