Colunas


Direito em movimento: esporte, jogos e entretenimento

Direito em movimento: esporte, jogos e entretenimento

Graduado e pós-graduado em Direito, Roberto Brasil Fernandes atuou pela ABLE perante o STF e representou as Loterias Estaduais no Congresso Nacional até 2019. É autor de diversos artigos e do livro “Direito das Loterias no Brasil”

Autoexclusão: proteção ao apostador


Autoexclusão: proteção ao apostador
(foto: divulgação)

Cadastro federal atinge 326 mil CPFs e reacende debate sobre uso técnico do mecanismo

No Brasil, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão alcançou 326 mil cadastros, conforme divulgação oficial. O número, por si só, demanda análise técnica e calibragem adequada das políticas de proteção ao apostador. Contudo, especialistas apontam preocupação legítima: a autoexclusão é instrumento sensível de saúde pública, concebido para pessoas vulneráveis ao jogo patológico — e não ferramenta genérica de posicionamento político ou manifestação social.

Se desvirtuada, a autoexclusão corre o risco de perder efetividade e credibilidade justamente quando mais necessária: como mecanismo de mitigação de risco e cuidado preventivo. A agenda regulatória deve tratar o tema com rigor técnico, comunicação responsável e fidelidade à finalidade original do instituto.

Em síntese, os fatos convergem para uma conclusão inequívoca: regular é governar. Quando o Estado estrutura, coopera e fiscaliza, protege o cidadão e reduz a atratividade do mercado clandestino ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

No Brasil, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão alcançou 326 mil cadastros, conforme divulgação oficial. O número, por si só, demanda análise técnica e calibragem adequada das políticas de proteção ao apostador. Contudo, especialistas apontam preocupação legítima: a autoexclusão é instrumento sensível de saúde pública, concebido para pessoas vulneráveis ao jogo patológico — e não ferramenta genérica de posicionamento político ou manifestação social.

Se desvirtuada, a autoexclusão corre o risco de perder efetividade e credibilidade justamente quando mais necessária: como mecanismo de mitigação de risco e cuidado preventivo. A agenda regulatória deve tratar o tema com rigor técnico, comunicação responsável e fidelidade à finalidade original do instituto.

Em síntese, os fatos convergem para uma conclusão inequívoca: regular é governar. Quando o Estado estrutura, coopera e fiscaliza, protege o cidadão e reduz a atratividade do mercado clandestino. Quando se omite, a ilegalidade ocupa o espaço — com custos sociais e econômicos inevitavelmente superiores.

Ministério público e setor de jogos unem forças contra o mercado clandestino

A assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento a Mercados Ilícitos pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), em articulação institucional com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), reposiciona o enfrentamento ao jogo ilegal no Brasil. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de iniciativa concreta de governança: o Ministério Público, em sua função de coordenação nacional, reconhece que a desarticulação de mercados clandestinos exige ação estruturada, cooperação interinstitucional e inteligência — e não mera retórica punitiva.

O mérito do pacto reside na mudança de enfoque: combater o “ecossistema” do ilícito, e não apenas seus efeitos aparentes. Mercados ilegais se sustentam por publicidade irregular, meios de pagamento opacos, estruturas de ocultação patrimonial e ausência de padrões mínimos de proteção ao consumidor. Ao integrar o setor regulado ao diálogo institucional, o CNMP reforça distinção essencial ao interesse público: operador autorizado não se confunde com agente clandestino. No ambiente regulado há fiscalização, compliance, transparência e recolhimento tributário; na clandestinidade, o risco é integralmente transferido ao cidadão, sem qualquer capacidade efetiva de intervenção estatal.

A parceria entre Ministério Público/CNMP e ANJL também sinaliza ganho de eficiência institucional. A integração entre poder público e setor regulado constitui instrumento estratégico para enfraquecer organizações criminosas, preservar a economia formal e consolidar segurança jurídica. Em termos práticos, trata-se de elevar o custo da clandestinidade, proteger o consumidor e fortalecer quem opera dentro das regras.

(Fonte da pesquisa: BNL_Data)


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Você é favorável à via que vai ligar a beira-mar da Brava a Osvaldo Reis?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Epstein e a pedofilia como mercadoria de luxo da elite global

VIOLÊNCIA SEXUAL

Epstein e a pedofilia como mercadoria de luxo da elite global

Laboratório da polilaminina vendeu cloroquina e fez fortuna sob Bolsonaro

CRISTÁLIA

Laboratório da polilaminina vendeu cloroquina e fez fortuna sob Bolsonaro

Brasil gasta R$ 20 bi para pagar salários que a Constituição proíbe

CUSTO DO PRIVILÉGIO

Brasil gasta R$ 20 bi para pagar salários que a Constituição proíbe

Guerra no Irã: alerta estridente de que combustíveis fósseis não têm nada de seguros

ALERTA

Guerra no Irã: alerta estridente de que combustíveis fósseis não têm nada de seguros

Programa atômico do Irã foi criado pelos EUA que hoje lança “Fúria Épica” sobre o país

GUERRA

Programa atômico do Irã foi criado pelos EUA que hoje lança “Fúria Épica” sobre o país



Colunistas

Andressa Pera é lembrada na majoritária estadual

JotaCê

Andressa Pera é lembrada na majoritária estadual

Feliz Páscoa

Charge do Dia

Feliz Páscoa

Dourado em silêncio

Clique diário

Dourado em silêncio

Coluna Esplanada

A COP que não acaba

Vice de João Rodrigues vem do norte

Coluna Acontece SC

Vice de João Rodrigues vem do norte




Blogs

Century 21 Signature, rede de imobiliárias com unidades em mais de 120 países, inaugura em Balneário Camboriú

Blog do Ton

Century 21 Signature, rede de imobiliárias com unidades em mais de 120 países, inaugura em Balneário Camboriú

Mídias sociais na administração pública

Blog do JC

Mídias sociais na administração pública

Onde o medo aprende a ceder

VersoLuz

Onde o medo aprende a ceder

Dia Mundial da  Conscientização do Autismo

Papo Terapêutico

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Speed Park comemora resultados do evento de turismo e esporte

A bordo do esporte

Speed Park comemora resultados do evento de turismo e esporte



Podcasts

Vai ter rodeio e shows gratuitos em Camboriú

Vai ter rodeio e shows gratuitos em Camboriú

Publicado 02/04/2026 19:53





Jornal Diarinho ©2026 - Todos os direitos reservados.