MEMÓRIA E IDENTIDADE

Movimento pede volta do monumento ao pescador em Itajaí

Pescadores, familiares e comunidade querem resgatar a antiga homenagem que valorizava quem vive do mar

A escultura atual na Beira Rio, feita pela artista Flávia Malburg, não gera a mesma identificação entre os pescadores, que agora pedem a volta da antiga homenagem (Foto: Giselle Leal)
A escultura atual na Beira Rio, feita pela artista Flávia Malburg, não gera a mesma identificação entre os pescadores, que agora pedem a volta da antiga homenagem (Foto: Giselle Leal)

Um grupo de pessoas envolvidas com a atividade pesqueira de Itajaí está se movimentando para pedir a volta do monumento ao pescador na cidade, que ficava na praça Genésio Miranda Lins, a Beira Rio, no bairro Fazenda. Itajaí é o maior polo pesqueiro do Brasil, e pescadores, suas esposas e membros da comunidade sentem a falta de um monumento público que homenageie e represente os trabalhadores da pesca.

O ex-diretor da Pesca do município, Nilson José, é o idealizador do movimento que busca resgatar na memória de Itajaí a importância da atividade pesqueira e dos pescadores. Escritor e ...

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O ex-diretor da Pesca do município, Nilson José, é o idealizador do movimento que busca resgatar na memória de Itajaí a importância da atividade pesqueira e dos pescadores. Escritor e autor do livro “Histórias de Pescador”, Nilson explica que o objetivo é que a categoria profissional se sinta valorizada por toda a sua contribuição para a economia itajaiense. “Somos referência da atividade pesqueira no Brasil e temos uma dívida histórica com os homens do mar, que dedicam suas vidas, passam horas, dias longe de suas famílias para trazer o sustento de casa”. Ele reforça a ideia de que é preciso resgatar o orgulho de dizer: “Somos peixeiros!”

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Monumento do pescador na Beira Rio, na década de 1980, representava um homem empurrando uma canoa. Foi retirado após a revitalização da praça nos anos 90 (Foto: Arquivo Público)

 

 

O movimento vem crescendo e conquistou a adesão de figuras públicas, como o historiador Edison D’Ávila. “Eu vejo a necessidade de dar seguimento a essa proposta e elogiar a iniciativa de termos um novo monumento ao pescador”, opina.

Obra de Rolão Preto

De acordo com o historiador, na década de 1980, durante o governo do prefeito Amílcar Gazaniga, o artista português-angolano Rolão Preto criou uma escultura que representava um pescador empurrando uma embarcação. A obra foi feita com revestimento em concreto de uma canoa de madeira e um manequim de loja. “Com o passar dos anos, e com a falta de manutenção por parte da administração pública municipal, a obra acabou se degradando, e durante a revitalização do local, na década de 1990, o monumento foi retirado”, ressalta Edison D’Ávila.

Obra mais estilizada não criou conexão com os pescadores (Foto: Gisele Leal)

 

A diretora executiva da Fundação Genésio Miranda Lins, Sandra Cristina Vanzuita da Silva, explica que uma escultura em homenagem aos pescadores foi levantada na praça da Beira Rio durante a sua revitalização. A obra é da artista Flávia Malburg e representa a figura do pescador. “Por conta de ser uma proposta mais estilizada, os pescadores não se identificam com aquele monumento. O que antes existia no local causava identificação imediata por parte dos pescadores”.

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Ela afirma ainda que a Fundação Genésio Miranda Lins irá restaurar a obra que está na praça, que tinha uma rede de pesca para caracterizar que se tratava de um pescador, mas foi depredada e hoje não apenas este, como outros monumentos públicos serão recuperados. “A fundação também está estudando outras possibilidades para que os pescadores e toda a comunidade que vive da pesca, especialmente a artesanal, se identifiquem e se encontrem nesta homenagem que Itajaí fará para eles, com certeza!”, finalizou.



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