LUTO NAS ARTES

Morre o cartunista Jaguar aos 93 anos

Cartunista teve complicações renais depois de uma infecção respiratória

Jaguar foi um dos fundadores do Pasquim (Foto: Divulgação ABI)
Jaguar foi um dos fundadores do Pasquim (Foto: Divulgação ABI)

Aos 93 anos, morreu neste domingo o cartunista Jaguar, um dos fundadores do semanário O Pasquim, que foi famoso na década de 70. A morte foi confirmada por Celia Regina Pierantoni, viúva de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, nome de batismo do artista.

Em nota, a assessoria de imprensa do hospital Copa D’Or informou: "O paciente se encontrava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira", disse o hospital.

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Nascido no Rio de Janeiro em 29 de fevereiro de 1932, Jaguar desenhava desde menino. Sempre achou que desenhava muito mal, mas “eu engano muito", conforme contou em entrevista à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 2009. "Eu detesto desenhar! Se um dia eu puder ou tiver que parar de desenhar, não desenho mais. Minha única inspiração é a seguinte: 'Eu tenho que entregar a porra do desenho!' [Risos]. Se não, eles não me pagam…", brincava, alegando "não ter saco para personagens" ou "paciência para história em quadrinhos".

Mesmo afirmando não gostar, os personagens e charges de Jaguar conquistaram os brasileiros. Entre os principais estão o ratinho Sig [alusão a Sigmund Freud], um dos símbolos do Pasquim e apaixonado por mulheres como Odete Lara e Tânia Scher; Gastão, o vomitador, conhecido pelas inúmeras vezes em que passava mal e vomitava diante dos absurdos do noticiário; Bóris, o “Homem-tronco”, personagem sem pernas que circulava em um carrinho quadrado e o protagonista de Átila, você é bárbaro, primeiro livro lançado por Jaguar em 1968.

Jaguar iniciou a carreira em 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil. Na ocasião, publicou um desenho na coluna de humor Penúltima Hora, no jornal Última Hora (RJ). Depois, passou a publicar charges na revista Manchete (RJ). O pseudônimo que o tornaria conhecido foi sugestão do colega Borjalo.

Durante a ditadura, criou o ratinho Sig, mascote de O Pasquim, do qual foi um dos fundadores. O artista chegou a ser preso e respondeu a processos durante o período militar, mas em abril de 2008 a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça decidiu que Jaguar receberia uma indenização de mais de R$ 1 milhão e uma pensão mensal de R$ 4 mil, assim como Ziraldo, pelos prejuízos que sofreram com a perseguição política durante a ditadura militar (1964-1985).



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