TALENTO DE CASA

Estudante da Univali vence o maior festival de games do país

Dungeon-Bot foi criado como trabalho de iniciação científica durante a graduação em Design de Games

Dungeon-Bot é um jogo de lógica e programação com uma proposta educacional
(FOTO: Divulgação/ Ewerton Eyre devMorais Alonso/Lucas Benvenuti)
Dungeon-Bot é um jogo de lógica e programação com uma proposta educacional (FOTO: Divulgação/ Ewerton Eyre devMorais Alonso/Lucas Benvenuti)
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O estudante de Design de Games da Univali, Vitor Silva, viu um projeto nascido em sala de aula se transformar em destaque nacional. O jogo Dungeon-Bot, criado durante um trabalho de iniciação científica, foi o vencedor da categoria melhor "serious game" no Festival SBGames 2025 — além de ter sido finalista também em melhor tecnologia. O evento, maior da América Latina na área de jogos e entretenimento digital, aconteceu no início de outubro, em Salvador (BA).

Dungeon-Bot é um jogo de lógica e programação com uma proposta educacional: ensinar conceitos de pensamento computacional de forma divertida. “O Dungeon-Bot nasceu quando eu estava analisando ...

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Dungeon-Bot é um jogo de lógica e programação com uma proposta educacional: ensinar conceitos de pensamento computacional de forma divertida. “O Dungeon-Bot nasceu quando eu estava analisando ideias que eu poderia usar para o TIC, e estava em dúvida sobre qual estilo de jogo eu poderia desenvolver. Foi quando me lembrei que, na minha turma, muitos alunos haviam perdido o interesse pela programação logo no início do curso”, conta Vitor. A partir dessa observação, ele decidiu criar uma ferramenta que unisse aprendizado e diversão. “Pensei: se esses alunos tivessem tido uma experiência inicial mais agradável, talvez não tivessem desistido da programação. Nesse momento surgiu a ideia de fazer um jogo educacional com foco em ensinar lógica de programação”, explica.

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O projeto foi orientado pelo professor Ewerton Eyre Alonso e hoje é aprimorado por meio do edital Start SC Games, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A nova fase conta com o apoio de egressos do curso e professores da Univali.

“A principal mudança foi a parte visual. Na época do TIC precisávamos fazer todo o projeto sozinhos, e como um programador sem muitas habilidades artísticas, consegui fazer algo que atendia ao objetivo, mas deixava a desejar. Para a nova versão, consegui chamar meu amigo Guilherme Luzardo Carvalho para ser o artista do projeto e melhorar todo o visual do jogo”, detalha Vitor.

Além da parte estética, o Dungeon-Bot ganhou novas fases, recursos de acessibilidade e jogabilidade aprimorada. “A versão atual ensina os conceitos de programação de forma mais clara. Também produzimos uma versão avançada, que aborda conteúdos mais complexos e desafiadores”, afirma o estudante.

O jovem desenvolvedor reconhece o papel da universidade e das parcerias no amadurecimento do projeto. “Foi uma experiência muito gratificante poder trabalhar com professores e colegas. As diferentes visões que eles trouxeram contribuíram muito para aprimorar o jogo e me ajudaram a ver detalhes que eu, com certeza, não teria notado se estivesse sozinho. Aprendi bastante sobre organização, trabalho em equipe e sobre como me comunicar melhor”, diz.

Durante o SBGames, o público pôde testar uma versão demo do Dungeon-Bot, disponível na Google Play. “O feedback recebido por aqueles que testaram o jogo no evento foi surpreendentemente positivo. A maioria dos jogadores conseguiu aprender rapidamente como o jogo funcionava, e muitos jogaram sem parar até completar todas as fases, o que me deixou impressionado”, conta Vitor. Ele destaca que as críticas e sugestões recebidas no festival já estão servindo de base para a próxima etapa de aprimoramento.

Aprendizado, desafios e planos para o futuro

A inspiração para criar um jogo educacional veio de uma plataforma conhecida no meio da programação. “A principal inspiração do projeto foi o Scratch, uma ferramenta online que permite a criação de jogos e animações através de blocos de programação. Eu achava que o grande número de opções e a liberdade quase total acabavam sobrecarregando quem era iniciante, então decidi seguir o caminho contrário, fazendo um jogo mais limitado e com um objetivo claro, para que o foco do jogador fosse na lógica e no pensamento computacional”, explica.

Sobre a conquista do prêmio, Vitor não esconde a emoção: “Esse prêmio significa muito pra mim, pois representa o reconhecimento de todo o esforço, das horas de dedicação e dos desafios enfrentados ao longo do desenvolvimento. Como profissional, me dá ainda mais confiança para seguir nesse caminho, pois mostra que tenho habilidade para produzir projetos de qualidade e inovação.”

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Mesmo diante dos desafios, ele garante que nunca pensou em desistir. “Graças à ajuda de colegas e membros da família consegui fazer vários testes e coletar feedbacks positivos. Além disso, eu também estava me divertindo enquanto desenvolvia”, lembra.

Agora, o grupo analisa os próximos passos e sonha com o lançamento comercial. “Embora não tenhamos uma data definida, temos planos de lançá-lo no futuro”, afirma.

Para quem está começando no universo dos games, o recado de Vitor é direto: “Meu conselho é não ter medo de começar, mesmo que o projeto pareça simples ou pequeno demais. Todo jogo começa com uma ideia básica e muita vontade de aprender. O importante é dar o primeiro passo e ir evoluindo aos poucos, sem esperar que tudo saia perfeito logo de cara”.

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Ao olhar para o futuro, “o que mais me motiva é o poder de ensinar jogando. Acho incrível como os games conseguem unir diversão e aprendizado de um jeito natural, sem parecer algo forçado. Ver as pessoas aprendendo enquanto se divertem mostra o quanto os jogos podem ir além do entretenimento”, completa Vitor.



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