DEBATE

Audiência pública vai discutir situação de moradores de rua em Itajaí

Evento será na semana que vem, na câmara municipal

Impacto na segurança é um dos principais pontos da discussão (Foto: João Batista)
Impacto na segurança é um dos principais pontos da discussão (Foto: João Batista)

A situação dos moradores de rua será discutida em audiência pública na Câmara de Vereadores de Itajaí no dia 22 de outubro, quarta-feira, a partir das 19h. A discussão será no plenário e terá transmissão ao vivo pelas redes sociais. O público poderá fazer perguntas pessoalmente e on line.

A audiência será comandada pelo vereador Victor Nascimento (PL), autor do pedido pra realização do evento. O parlamentar justificou a necessidade do debate diante do que chamou de “migração em massa de moradores de rua” para Itajaí, o que estaria causando insegurança, prejudicando a imagem da cidade e perturbando a vida das famílias.

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A proposta da audiência é colher sugestões profissionais da segurança pública, saúde, assistência social e representantes da comunidade e da sociedade civil organizada para tratar da situação. O vereador ressalta a segurança como um dos principais focos do debate. Ele cita que o número de furtos tem disparado na cidade, principalmente de fios de cobre, tanto em locais públicos como particulares.

“Grande parte dos moradores faz uso de drogas ilícitas e mesmo com o excelente serviço prestado pela Assistência Social recusa tratamento, nega trabalhar, não tendo a intenção de retornar para sua cidade e insiste em continuar nas ruas, assediando cidadãos itajaienses ao pedir esmolas, chegando muitas vezes a ameaçar e até agredir”, afirma.

A audiência vem após a prefeitura fechar para “reestruturação”, em agosto, o Centro Pop, voltado à população de rua. Na prática, a medida deixou as pessoas que eram atendidas sem local para se alimentar e tomar banho. Apesar da promessa de um novo modelo de atendimento e da nova Casa de Passagem, quando os serviços seriam retomados, o fechamento gerou questionamento do Ministério Público e críticas do Centro de Direitos Humanos de Itajaí.

Para o vereador, o Centro Pop representa uma “inversão de valores” e estimula as pessoas a continuarem nas ruas ao oferecer refeições e materiais de higiene, “enquanto as famílias Itajaienses trabalham todos os dias para prover o sustento de casa”. Ele defende, porém, que o problema vai além.

Segundo a prefeitura, são cerca de 250 pessoas vivendo nas ruas a em Itajaí. “Existe uma grande dificuldade em lidar com a situação e o município possui limitações legais em sua atuação, bem como as forças de segurança pública, razão pelo qual se faz necessária a discussão sobre o tema”, defendeu. Não foi informado quais entidades e lideranças foram convidadas para a mesa da audiência.



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