LUIZ ALVES

Produtores locais asseguram que cachaça de Luiz Alves não tem metanol

Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal (APCALA) orienta a compra e o consumo com segurança

 APCALA integra 10 alambiques tradicionais e regulamentados(Foto: Divulgação)
APCALA integra 10 alambiques tradicionais e regulamentados(Foto: Divulgação)
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Um dos principais produtores de cachaça de Luiz Alves veio a público reforçar que a qualidade da produção da bebida em nível local garante o consumo de uma aguardente livre de qualquer contaminação por metanol. A preocupação de Orécio Rech, presidente da Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves (Apcala), surgiu após oito mortes registradas em São Paulo e Pernambuco por contaminação de bebidas destiladas com o produto químico.

Em vídeo postado no final de semana nas redes sociais, Rech enfatizou que a qualidade da bebida luiz-alvense demonstra “responsabilidade e qualidade” por parte dos produtores locais, e “compromisso com cachaça pura, legítima e sem riscos à saúde”.

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Orécio reforçou ainda que os produtores de Luiz Alves têm acompanhado com atenção as notícias que chegam de outros estados — não há qualquer denúncia do relacionada às bebidas catarinenses, em especial às de Luiz Alves, segundo atesta a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC).

Na semana que passou, um casal foi internado no sábado, dia 18, em Balneário Camboriú, com suspeita de intoxicação por metanol. Mas eles já tiveram alta do hospital Ruth Cardoso e o caso foi descartado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (Ciatox).

Diante da polêmica, Orécio Rech alerta que os consumidores estejam atentos na hora da compra de destilados, em especial a cachaça: verificar se o produto tem rótulo com impressão dos órgãos regulamentadores, registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), buscar lojas de confiança ou comprar diretamente dos produtores.

Os produtores luiz-alvenses lembram que, segundo os órgãos regulamentadores, 36% das bebidas produzidas no Brasil são falsificadas. “A contaminação vem justamente de bebidas falsificadas, adulteradas, irregulares e clandestinas, sem controle de produção”, reforçou Orécio, que em Luiz Alves conduz o Alambique Ren. “Desconfie de preços baixos e procure preços regulamentados”, completou.

O município de Luiz Alves é oficialmente reconhecido como a Capital Catarinense da Cachaça – Terra da Cachaça, por meio de lei estadual de 2018, e tem nessa produção uma das bases de sua economia. A APCALA lembra que, em 2024, o município recebeu do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a chamada indicação geográfica, com denominação de origem do produto local para “Cachaça e Aguardente de Luiz Alves (SC)”, atestando a procedência das bebidas.

De acordo com levantamento da Agência Sebrae em Santa Catarina, Luiz Alves produz cerca de um milhão de litros por ano de cachaça de melado de cana em seus alambiques. Em 2024, foi registrado um salto no número de marcas de cachaça em Santa Catarina: de 468 rótulos em 2023 para 614 em 2024.



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