LUTO NO DIVINO

Morre seu Nino Folião de Penha

Rabequeiro e folião há 25 anos, Nino teve a vida marcada pela pesca e cantorias populares

Seu Nino fazia parte da velha guarda dos foliões e era presença certa nas celebrações (Crédito de foto: Álbum de família)
Seu Nino fazia parte da velha guarda dos foliões e era presença certa nas celebrações (Crédito de foto: Álbum de família)
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O mais querido rabequeiro das festas do Divino Espírito Santo se calou em Penha. Faleceu na terça Alcides Lídio dos Santos, o seu Nino Pica Pau, pescador e músico com presença marcante há sete décadas na cultura da cidade. O sepultamento foi no cemitério da Armação, espaço que seu Nino tanto amou e celebrou em versos.

Nino participou das festas do Divino, do Mastro de São Sebastião, da Chimarrita, das Folias de Reis, do Fandango de São Gonçalo, entre outras manifestações centenárias. Nascido em Armação do Itapocorói, ele costumava dizer com orgulho que veio ao mundo “de parteira”. Na infância, ficou conhecido como Nino da Badinda, apelido que quase se perdeu no tempo, mas foi resgatado por amigos como o professor Eduardo Bajara.

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Criado nas praias de Penha, em meio às famílias Souza e Santos, Nino cresceu entre as manifestações populares de base luso-açoriana. Casou com Maura e herdou do sogro, seu Bileu, a paixão pela rabeca. Seu Bileu era o rabequeiro das festas do Divino antes dele.

Segundo o jornalista e pesquisador da cultura popular Vilmar Carneiro, autor do livro "Divino, o império da fé", Nino acompanhou imperadores em peditórios da bandeira do Divino e nas coroações de casais imperiais ao longo de décadas. “Ele iniciou a vida no mar com a pesca artesanal e embarcou em várias praças pelo litoral brasileiro. Mas foi na navegação de cabotagem que viveu muitas histórias até se aposentar”, disse.

Em vida, seu Nino foi homenageado no painel cultural do projeto Retratos da Nossa Gente, no Cascalho, e recebeu o título de mestre popular da Fundação Cultural Picucho Santos, em 2023. Também ganhou o troféu Franklin Bento, em reconhecimento à sua trajetória.

 

Despedida

“Nossas folias não serão mais as mesmas sem o Alcides. A voz se cala, mas as melodias se eternizam nas nossas memórias”, explicou o professor Bajara.

O velório teve início às 21h de terça-feira, na capela mortuária da igreja São João Batista e São Pedro, em Armação do Itapocorói. O sepultamento será às 17h, no cemitério da Armação, espaço que seu Nino tanto amou e celebrou em versos.



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