DOM BOSCO
Aposentada enfrenta nuvem de mosquitos em casa
Apesar do aumento de mosquito doméstico há redução nos casos de dengue
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
A aposentada Valci A., de 72 anos, relata infestação de mosquitos na casa onde mora, na rua Henry Pedro Deitos, no bairro Dom Bosco, em Itajaí, perto da vala e do rio Itajaí-mirim. Segundo ela, o problema também atinge imóveis vizinhos.
“Uma nuvem de mosquito toma conta da minha casa e de outras próximas. Já tentei contato com a prefeitura, mas um setor empurrou para o outro e ninguém veio aqui olhar”, contou.
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O diretor do Programa de Combate à Dengue, Lúcio Vieira, enviou uma equipe até o imóvel para checar a situação. Ele confirmou aumento de mosquitos comuns por causa do calor e das chuvas frequentes.
“São culex, que vivem em tubulações e áreas alagadas. Temos recebido relatos de infestações nos bairros Cidade Nova, São Judas e Salseiros”, explicou. A espécie citada é o culex quinquefasciatus, conhecido como mosquito doméstico tropical.
Lúcio orienta moradores a instalarem telas nas janelas e manterem portas e janelas fechadas no início da noite, período de maior atividade dos insetos. Também recomenda uso de inseticidas comerciais nas casas.
Menos casos de dengue
Apesar do aumento de mosquitos domésticos, o município registra queda nos casos de dengue, transmitida pelo aedes aegypti.
Entre 4 de janeiro e 7 de fevereiro de 2026, foram notificados 1190 casos suspeitos de dengue em Itajaí. Desses, 101 (7,11%) são considerados casos prováveis, 1165 (81,98%) foram descartados e 155 (10,91%) são moradores de outros municípios.
No mesmo período de 2025, as notificações foram de 1483 casos suspeitos. A redução nas notificações em 2026 é de 4,18%. Em relação aos casos prováveis, houve queda ainda maior: de 155 em 2025 para 101 em 2026, o que representa recuo de 34,84%.
Segundo Lúcio, a diminuição pode estar ligada à circulação do vírus DEN1, que já provocou epidemias anteriores e reduz a suscetibilidade da população, além da aplicação de inseticidas em áreas de risco iniciada ainda no ano passado.
Mesmo com a queda nos números, as orientações permanecem: manter caixas d’água vedadas e limpas, colocar areia até a borda nos pratinhos de plantas, descartar corretamente lixo e entulho, não acumular pneus, garrafas ou latas, limpar e vedar calhas e ralos, tratar piscinas semanalmente com cloro e higienizar com escova os potes de água dos animais.
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Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
