BALNEÁRIO CAMBORIÚ
Interpraias terá câmeras com reconhecimento facial
Projeto é um dos primeiros de associação criada pra tocar ações de donos de áreas nas praias agrestes
João Batista [editores@diarinho.com.br]
A região das praias agrestes de Balneário Camboriú ganhou a Agência Interpraias, uma associação com empresários e entidades que vai articular projetos pra melhorias na infraestrutura, ações de desenvolvimento e estímulo ao turismo. A proposta é estruturar e organizar a região, caracterizada pela baixa ocupação e belezas naturais.
Um dos primeiros projetos foi apresentado em evento na semana passada, voltado à área de segurança, um eixo estratégico da associação. A região terá um sistema integrado de monitoramento 24 horas, com cerca de 100 câmeras na primeira etapa. São previstos R$ 720 mil em investimentos em dois anos e cobertura de cerca de 10 km².
Continua depois da publicidade
O projeto vai atender casas, comércios e pontos estratégicos de circulação, ampliando o padrão de segurança atual. A primeira fase prevê uma malha de câmeras entre as praias do Estaleirinho, Estaleiro, Pinho, Taquaras, Taquarinhas e Laranjeiras. Parte dos equipamentos terá leitura de placas e reconhecimento facial em pontos estratégicos, com gravação contínua e armazenamento em nuvem.
O sistema também prevê a integração de câmeras de moradias e estabelecimentos ao monitoramento coletivo, com ampliação da cobertura da rede. O custeio do projeto seguirá um modelo coletivo, com participação de proprietários, incorporadoras e representantes locais. O monitoramento poderá se integrar às forças de segurança, reforçando a capacidade de resposta em emergências.
Segurança é pré-requisito número 1
De acordo com o fundador da Agência Interpraias e vice-presidente do conselho gestor da Apa Costa Brava, Maurício Girolamo, a Interpraias já tem características que favorecem a segurança. “O projeto coloca isso em uma estrutura permanente, com tecnologia, monitoramento e capacidade de resposta, para que a região mantenha esse padrão de beleza, de preservação e de privacidade ao longo do tempo”, comenta.
A segurança virou um fator decisivo no desenvolvimento da região. “Para quem compra um imóvel, segurança influencia a confiança, a decisão de morar e a preservação do patrimônio”, completa. O corretor imobiliário Lucas Pasquali, que foi delegado na revisão do Plano Diretor de BC como representante da Interpraias, reforça que a segurança passou a ter peso direto em regiões de baixa oferta.
“Hoje, o pré-requisito número um dos nossos clientes é a segurança. A Interpraias já é uma das regiões mais seguras do país, mas entendemos que apenas a segurança não basta, os moradores precisam se sentir seguros no dia a dia. Por isso, queremos avançar ainda mais e trazer para todos o conforto da sensação de segurança total”, afirma.
Continua depois da publicidade
Valorização recorde
O projeto deve valorizar ainda mais a região, com reflexos no mercado imobiliário. Nos últimos cinco anos, o metro quadrado teve valorização superior a 200%, conforme levantamento da imobiliária J. Maurício, especializada em negociações na Interpraias.
A condição de baixa ocupação, as belezas naturais e a localização privilegiada da Interpraias têm atraído investidores de alto padrão que buscam empreendimentos inovadores, em projetos integrados ao ambiente natural, levando em conta as restrições ambientais.
Continua depois da publicidade
Diferentemente da orla da praia Central de BC, a Interpraias está numa área de proteção, a Apa Costa Brava, com plano de manejo específico. O regramento define taxas de ocupação e limita o adensamento, o que demanda projetos diferenciados.
Nas áreas planas, o limite é de três pavimentos e ocupação máxima de 40% do terreno. Na morraria, as restrições são mais rígidas, com gabarito menor e ocupação reduzida, conforme o enquadramento de cada área.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
