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A política através de olhares teóricos


O que podemos perceber que falar de política é algo inconveniente ou interessante. É claro que, para os “normais”, assuntos como novela e futebol são bem mais apetitivos. Talvez por uma questão de cultura. Ou educação. Por outro lado, não quero dizer que os politizados são os únicos salvos da humanidade. Seja na China ou no Brasil, a consciência política é obrigatória. Cada cidadão de uma nação precisa saber se comunicar politicamente, ou vai seguir a corrente e sobreviver sobre o que os mesmos políticos falam sempre. Sendo renovados somente após a morte. Não estudo política para mudar o mundo. Não sou utópico. Não sou herói e nem o melhor. Sou apenas um cidadão. Apenas alguém que tenta estudar política para entender a funcionabilidade governamental. E nem sempre entendo.

No período que fazia a graduação de filosofia comecei a estudar Maquiavel. Mais especificamente em 2006. E desde esse período não me sinto seguro sobre o que seria uma teoria política, isso, olhando para o Brasil. Quanto mais estudo mais eu vou descobrindo um ponto novo e muda todo o texto. A política não nasceu com Maquiavel. Mas a política que nasceu no século 15 continua mantendo a forma de pensar ainda hoje. O florentino e cia. ltda. de pensadores políticos não precisam ser lembrados a todo instante, porém, é como se nós respirássemos sem saber ao menos que eles existiram. Não é preciso ver a combustão para ver um automóvel em movimento.

A teoria política pode ficar entre o passado, o presente e o futuro. Cada tempo desses é uma política e logo uma teoria. O passado pode transformar nomes em heróis e vilões. Pois quais são as fontes que temos para estudar a nossa monarquia? As fontes para a primeira República? Temos sim muitos dados, entretanto, podem haver meios que foram gravados na história com uma imparcialidade. Um exemplo mais recente: o governo Lula é completamente diferente do que o próprio Lula fala e o que a história narra. Por conseguinte, o presente visa o poder e o lucro. O dinheiro que é a paixão da política presente é artefato no passado e no futuro. O poder transforma-se como um título a ser lembrado. Porém, o futuro é meramente análise e tentativa de gerar consequências das lutas presentes. Doravante, o futuro nunca se concretiza, pois se renova a cada segundo e pensar político.

Depreendo que é preciso ter consciência política, e não me canso de falar nesse assunto. Somente entendendo as regras do jogo que podemos jogar. Embora cobremos tanto a habilitação para dirigir qualquer meio motorizado e ignoramos uma nação que vai às urnas. Um voto não é um palpite. É uma aquisição. Uma vida. Uma história que se inicia. Todavia, o voto continua sendo como uma aposta de loteria ou objeto de troca. Esse valor adquirido no tempo eleitoral quando virar passado não terá valor. O que construímos com o nosso voto vendido? Construímos uma nação que continua sendo colônia e chamada de país emergente. Você duvida? Então pare para pensar; por que só agora falamos de segurança? De infraestrutura? Porque não temos valor; mas a Copa possui.


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