Colunas


Um tributo ecológico (I)


Existe um ditado chinês que descreve: “Não existe rio sem nascente, nem árvore sem raiz”. Portanto, a maioria dos fatos e atos relacionados à defesa, proteção, preservação, conservação e recuperação do meio ambiente natural no município de Itajaí e entorno ocorreu através da participação histórica do Dr. Dalmo Vieira, advogado, amante da natureza e defensor dos direitos da vida.

Nas décadas de 80 e 90 aconteceram os maiores absurdos e crimes contra o meio ambiente, devido a fatores negativos determinantes que resultavam da omissão, conivência e ação contrária à sustentabilidade ambiental. A legislação dominante era o Código Florestal (1965) e Código da Fauna (1967) decretos unilaterais homologados pela Ditadura Militar; os quais eram revestidos pela figura jurídica da contravenção penal e pelas suas penalidades administrativas que ao contrário de restringir as infrações, estimulavam essa prática danosa ao meio ambiente por parte dos poderes econômicos e políticos. A partir da Lei de Crimes Ambientais em 1998, passou a ocorrer mais justiça social com julgamentos em processos administrativos com multas elevadas e criminais com punições mais rigorosas.

Posso afirmar, sem qualquer demagogia ecológica e com base no domínio técnico em fiscalização ambiental que jamais surgirá algum cidadão como Dr. Dalmo Vieira, capaz de dedicar-se com coragem e ousadia contra os criminosos ambientais que sempre usavam como escudo de proteção às suas transgressões legais, aqueles políticos inescrupulosos que sempre usam como “moeda verde” os recursos não contabilizados conhecidos como caixa-dois, que torna o político refém dos destruidores da natureza através do falso discurso da geração de emprego e renda, nem que para isso tenha que extinguir espécies, degradar ecossistemas naturais e eliminar a vida silvestre.

A coragem de profetizar, anunciando e denunciando as mazelas ambientais, tinha na sua essência a certeza absoluta que a lei era como teia de aranha, pegava apenas as moscas, pernilongos e mosquitos; mas é incapaz de prender os bichos grandes. Sabem por quê? Porque a injustiça social, a perversidade gerada pela união dos poderes econômicos e políticos, e a garantia da impunidade sempre conseguem obter os “benefícios necessários” para romper com essa teia institucional. Exemplo: um simples pescador que captura camarão no Saco da Fazenda corre o risco de ser preso e pagar uma multa pesada; enquanto que, um barco atuneiro com 26 pescadores pesca dentro dos limites da reserva do Arvoredo, nada acontece; continua: “Tudo como Dantes, no Quartel de Abrantes”.

Sou testemunha da luta deste símbolo eterno em relação ao meio ambiente, que nunca deixou de fazer uma só ação e pelo fato de seus pensamentos sobreviverem às relações de tempo e espaço. Ele conseguiu revolucionar sozinho mais do que muita ONG e Centros de Ensino, Pesquisa e Extensão juntos, conforme as próximas narrativas.


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Punição prevista em lei pra maus-tratos a animais funciona no Brasil?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Eleições 2026

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Cão Orelha

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

BANCO MASTER

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Colonialismo de dados

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil

Microbolsas

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil



Colunistas

Cadê o desconto ?!

Charge do Dia

Cadê o desconto ?!

Coluna Exitus na Política

Ética institucional e os pecados do corporativismo

Aurora em Cabeçudas

Clique diário

Aurora em Cabeçudas

Fiesc pede cautela na agenda 6x1

Coluna Acontece SC

Fiesc pede cautela na agenda 6x1

Carnaval já começou no Guarani

Jackie Rosa

Carnaval já começou no Guarani




Blogs

Bagrão do Turismo de BC, tem caranga aprendida em Itajaí

Blog do JC

Bagrão do Turismo de BC, tem caranga aprendida em Itajaí

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

VersoLuz

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Espaço Saúde

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.