Mundo Corporativo
Por Altevir Baron - baronaltevir@gmail.com
Altevir Baron é diretor de vendas, com trajetória marcada por liderança, ética e resultados no mercado imobiliário de alto padrão. Apaixonado por comportamento humano e cultura organizacional, escreve semanalmente sobre os bastidores do mundo corporativo. Suas reflexões unem experiência prática, pensamento crítico e olhar humano sobre empresas e pessoas Instagram: @abaronoficia | LinkedIN: altevirbaron
O fim das desculpas profissionais
O ano de 2026 se impõe como um divisor de águas na carreira de qualquer profissional que ainda leve o trabalho a sério. Não será um período confortável, mas será profundamente revelador. Carreiras deixarão de ser apenas cargos ocupados e passarão a ser construídas com escolhas, renúncias e posicionamento.
Os conflitos com pessoas continuarão existindo, talvez de forma ainda mais sofisticada. O ambiente corporativo seguirá sendo um campo de disputas silenciosas, onde egos, vaidades disfarçadas de técnica e jogos de poder desafiarão a maturidade emocional. Em 2026, vencerá menos quem grita e mais quem sustenta. Vencerá quem de fato entrega resultados. Menos quem reage e mais quem age com lucidez.
A inteligência artificial chegará e irá expor líderes sem visão e especialistas que nunca evoluíram. A IA fará rápido, barato e melhor aquilo que antes justificava cargos inteiros e até mesmo departamentos. A pergunta central deixará de ser “o que você faz?” e passará a ser “o que só você consegue fazer?”.
Novas competências deixarão de ser diferenciais e passarão a ser pré-requisitos. Pensamento crítico, capacidade de síntese, leitura de cenários, discernimento, comunicação clara e tomada de decisão sob pressão serão habilidades mais valiosas do que qualquer diploma pendurado na parede ainda que necessário. Aprender continuamente não será apenas virtude, será sobrevivência.
Em 2026, carreiras inspiradoras serão construídas por pessoas que aceitaram perder antigas certezas e velhos conceitos que foram ultrapassados por novas perspectivas ganhando relevância. Profissionais que entenderam que ética não é discurso teórico, é prática diária. Que liderança não é controle, é responsabilidade. Que sucesso não é ausência de conflito, mas sucesso é consequência e não causa.
O ano de 2026 não recompensará os acomodados, mas abrirá espaço para quem decidir, com coragem, assumir o protagonismo da própria história profissional. Pense nisso e melhore sempre.
