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Dinheiro público + poder político


Com apenas uma passada rápida de olhos em manchetes e conteúdos jornalísticos, de qualquer forma de mídia, vê-se que o jornalismo vive do que arrepia, do que assombra, escandaliza, do que sai da rotina. Viver de novidades, do inesperado, do extraordinário não é lá tão fácil assim. Expressões como “Extra! Extra!” [contração de extraordinário, fora do comum] ou “News!” [novidades, novas] são reveladoras da busca do que se opõe ao cotidiano.

Esta é a natureza social das fórmulas das notícias [narração rápida e objetiva sobre algum fato relativamente recente] e reportagens [notícias são aprofundadas], com exigências de ética profissional e de responsabilidade social [Jürgen Habermas]: dar acesso rápido e fácil, com o dever de elucidar fenômenos, fatos, ocorrências... Como um testemunho do tempo e das coisas, o jornalismo se define pelos tons da narração dos fatos pelos fatos [como se eles mesmos pudessem depor sobre os casos nos quais estão envolvidos]. Fatos “falam” no jornalismo!

E de tédio o jornalismo não morre! Os políticos capitalizam, dia após dia, os escândalos, os desvios comportamentais, as imoralidades. Os políticos, de forma geral, derretem o pudor e a prudência, os sensos de justiça, decompõem – como um corpo em estado avançado de putrefação – a necessária representação dos interesses coletivos. Os privilégios são muitos e aumentam em escalas ilimitadas. São auxílios das mais variadas desnecessidades, benefícios das mais largas obscenidades.

Trituram o dinheiro público como se fosse propriedade pessoal. É fato que os políticos têm a “posse” dos recursos públicos, mas não detêm a propriedade desse dinheiro. Quando isso se confunde ...

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Esta é a natureza social das fórmulas das notícias [narração rápida e objetiva sobre algum fato relativamente recente] e reportagens [notícias são aprofundadas], com exigências de ética profissional e de responsabilidade social [Jürgen Habermas]: dar acesso rápido e fácil, com o dever de elucidar fenômenos, fatos, ocorrências... Como um testemunho do tempo e das coisas, o jornalismo se define pelos tons da narração dos fatos pelos fatos [como se eles mesmos pudessem depor sobre os casos nos quais estão envolvidos]. Fatos “falam” no jornalismo!

E de tédio o jornalismo não morre! Os políticos capitalizam, dia após dia, os escândalos, os desvios comportamentais, as imoralidades. Os políticos, de forma geral, derretem o pudor e a prudência, os sensos de justiça, decompõem – como um corpo em estado avançado de putrefação – a necessária representação dos interesses coletivos. Os privilégios são muitos e aumentam em escalas ilimitadas. São auxílios das mais variadas desnecessidades, benefícios das mais largas obscenidades.

Trituram o dinheiro público como se fosse propriedade pessoal. É fato que os políticos têm a “posse” dos recursos públicos, mas não detêm a propriedade desse dinheiro. Quando isso se confunde, a corrupção tem festa. Podem e devem tomar as decisões sobre o uso das riquezas revolvidas em impostos [“posse”], mas não em seu próprio nome [“propriedade”]. É como morar de aluguel: você está ali, mas não é seu e o uso do ambiente impõe limites.

O caso do Banco Master [liquidado – virou suco – em novembro de 2025] sustenta apreensão! Haveria ali mãos de políticos e sob custódia do STF, cujo ministro viaja em avião particular com advogado do caso para assistir jogo de futebol fora do país. No mínimo, inacreditável falta de moralidade. E depois os “tiros” do TCU [Tribunal de Contas da União], as tentativas de contratação de “influencers” para desmoralizar o Banco Central e todas as entranhas desse caso... Não fosse a imprensa... Deusôlivri.

Os casos das Emendas Parlamentares que pedem retorno ou contratação de “empresas-amigas”, ou aqueles que solicitam ressarcimento pelo pagamento de planos de saúde ao invés de tentarem pensar em melhorias à saúde pública [um sonho iluminado durante uma noite de tormentas]. O mais inacreditável é dizerem que o dinheiro está disponível nas disponibilidades orçamentárias. Prezado [com pouco apreço] Político [que deveria se por a nos representar]: este dinheiro não é sua propriedade e Vossa Excelência [que ainda deve provar o caráter de exceler] TEM que nos devolver em planos e projetos sociais, urbanos, de desenvolvimento econômico, estímulo educacional, prevenção de saúde pública e tratamento de doenças.

A ética e a moralidade políticas recomendam dar limites à soma de Poder Político e Dinheiro Público. Que possamos defender a tese: não poderão os políticos decidir sobre os recursos públicos para fins de seus integrantes: nenhum benefício, nenhum suporte, nenhum ressarcimento – o salário é renda suficiente! Não querem? Há quem queira!!

 

Mestre em Sociologia Política


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