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Meio ambiente: um jogo de interesses (1)


Nas últimas quatro décadas virou modismo no Brasil ser “amante da natureza, do verde, dos bichos e das plantas”, mas cerca de 95% destes cidadãos não sabem o que estão defendendo ou até mesmo qual a importância daquela espécie para a sobrevivência do planeta. Basta você pegar um microfone e uma câmera de TV e perguntar a uma participante de uma caminhada contra a matança de baleias e perguntar: a baleia é um grande peixe ou um mamífero? A resposta vem rápida: um grande peixe, quando o correto seria um grande mamífero.

Existe uma distância abissal entre os discursos universais, declarações e princípios assinados nas conferências mundiais sobre meio ambiente e suas práticas efetivas que representariam para a sociedade um equilíbrio ecológico com viabilidade econômica e justiça social; responsabilidade política e correção ética. Uma verdadeira transformação social, uma utopia que compreende o passado, vive o presente e projeta um futuro com sustentabilidade ambiental representada pelo equilíbrio entre os poderes econômicos, políticos e sociais.

Na Natureza não há recompensas nem punições; há somente consequências; porque nada na vida silvestre acontece por acaso, porque sempre há fatores determinantes que estabelecem as relações no tempo e espaço. Tudo, absolutamente tudo o que o homem precisa para sua sobrevivência depende da natureza. Portanto, a nossa Mãe Gaia é um organismo que pulsa e precisa de forças vitais para manter-se e sustentar todos os organismos humanos e silvestres.

Então, a nossa “Mãe Natureza” vem servindo de uma grande contradição porque nenhuma mãe quer ser agredida, maltratada e assassinada pelos filhos; mas as fortíssimas mensagens subliminares mostram que, no jogo de interesses entre a vida silvestre e a morte humana, o Homo homini lupus na sua ganância e no seu domínio capitalista selvagem vem desafiando todas as fronteiras do mal, da destruição, da fome, da miséria, da injustiça e da falta de ética.

O geógrafo e pensador libertário francês Elisee Redus profetizou em 1894: “Dentro de poucas gerações, depois do ano 2000, ficarão aterrorizados os homens ao verem os continentes cansados, ilhas esgotadas, florestas destruídas, o mundo cheio e a fome ameaçando. O Planeta estará envelhecido e moribundo, cheio de feridas”.

As relações estabelecidas entre a Sociedade e a Natureza, em determinado tempo e espaço, são as responsáveis pela gênese, transformação e modelagem do meio ambiente natural, bem como seu entorno. Como se trata de um “jogo de interesses”, sempre ganha o mais forte, quer de forma transitiva ou transitória, mas jamais os físicos conseguirão “recriar” a Partícula de Deus, ou como dizem, “um novo Bóson”, aplicando o modelo Large Hadron Collider – LHC, o grande colisor de Hádron, considerado o maior acelerador de partículas e o maior energizador externo.

 


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