GASOLINA
Desconto da Petrobras não chega às bombas dos postos da região
Procons de Balneário Camboriú e Itajaí explicam que mercado é livre
Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]
A redução de R$ 0,14 por litro da gasolina anunciada pela Petrobras no fim de janeiro não trouxe alívio para motoristas de Itajaí e Balneário Camboriú. Apesar da queda no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, consumidores afirmam que o desconto praticamente não apareceu nas bombas da região.
A diminuição tá valendo desde 27 de janeiro e fez o preço médio da gasolina A cair para R$ 2,57 nas distribuidoras. No entanto, levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que, em Santa Catarina, a gasolina comum na revenda passou de R$ 6,56 na semana de 18 a 24 de janeiro para R$ 6,54 nas semanas seguintes — diferença média de apenas R$ 0,02.
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Nas ruas, a percepção é de que pouca coisa mudou. O DIARINHO ouviu motoristas que reclamam do peso do combustível no orçamento. “A gente tenta se virar nos 30. Onde vê promoção, vai abastecer buscando o melhor preço”, contou um trabalhador.
Outro motorista disse que mudou o hábito desde a pandemia. “De 2020 pra cá não uso mais gasolina, só álcool, porque vale mais a pena”. Para quem depende do carro diariamente, a conta aperta. “Cada vez tá mais complicado. A gente precisa rodar pra trabalhar e fica cada vez mais difícil pro brasileiro”, desabafou.
O preço mais barato da gasolina comum encontrada em Itajaí é no posto Raimundi, no bairro Itaipava, a R$ 6,34. Já o mais caro, gira na casa dos R$ 6,66, no pagamento no cartão crédito, nos postos Parada dos Amigos 1 e 2, nos bairros Itaipava e São Vicente.
Já Balneário Camboriú, não teve pesquisa de preço de combustível neste mês. No levantamento feito entre 8 e 12 de janeiro, a gasolina comum mais barata estava sendo vendida a R$ 6,37, no posto Carrefour, na avenida Brasil, no centro de BC. O litro mais caro a R$ 6,99 no posto Andyara, na Marginal Oeste, no bairro dos Municípios, e no posto BC pelo menos preço, na Marginal Oeste, Vila Real.
Livre comércio, diz Procon
O Procon de Balneário Camboriú confirmou que recebe manifestações sobre a percepção de que reduções nem sempre chegam de forma proporcional ao consumidor. O diretor Bruno Costa explica que o combustível funciona num livre mercado, ou seja, cada posto define seu preço conforme custos, estoque e estratégia comercial.
Em Itajaí, o Procon informou que não registrou denúncias sobre falta de repasse da redução. O órgão reforça que a fiscalização de preços é atribuição da ANP e que não há obrigação automática de baixar o valor quando a distribuidora reduz.
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Mas a orientação é que, em caso de suspeita de irregularidade, o consumidor denuncie e apresente informações com o nome do posto, data, horário e comprovante de abastecimento.
ITAJAÍ
GASOLINA MAIS CARA
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Agricopel 33 – R$ 6,49
Apolo V – R$ 6,49
Dubai – R$ 6,49
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Fernandinho– R$ 6,49
Millennium– R$ 6,49
Presidente– R$ 6,49
Rede Tic – R$ 6,49
Universitário– R$ 6,49
GASOLINA MAIS BARATA
Raimondi – R$ 6,34
Agricopel– R$ 6,39
Mediterrâneo – R$ 6,39
Itamirim – R$ 6,39
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
GASOLINA MAIS CARA
Andyara – R$ 6,99
Posto Balneário Camboriú – R$ 6,99
Auto Speciale – R$ 6,89
GASOLINA MAIS BARATA
Posto Carrefour – R$ 6,37
Posto Apolo – R$ 6,49
Tigrão Quality – R$ 6,49
Aricoplel-Mime– R$ 6,49
Apolo Barra– R$ 6,49
Redação DIARINHO
Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.
