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Programa de gestão integrada de resíduos sólidos: compostagem orgânica


A humanidade vem sobrevivendo na Terra há milhares de anos, devido à sua interação com tudo aquilo que a rodeia; sendo que o resultado das relações que o meio social vem estabelecendo com a natureza é que constróem o meio ambiente natural em que vivemos.

As questões ambientais vão surgindo na medida em que o crescimento da população vai incrementando a demanda de bens de consumo e serviços, que, por sua vez, vai aumentando proporcionalmente o consumo de energia e o descarte de resíduos sólidos e líquidos, diretamente, na natureza, gerando uma poluição incomensurável, degradando e destruindo o meio ambiente, a biodiversidade, a economia, a justiça social e a vida humana associada essa crise de inflexão civilizatória.

Diante desta anomalia antropológica, a Agenda 21 Global aprovada durante a Eco 92, estabeleceu e aprovou entre seus princípios que: “O manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos deve ir além do simples depósito ou aproveitamento por métodos seguros dos resíduos gerados e buscar resolver a causa fundamental do problema, procurando mudar os padrões não sustentáveis de produção e consumo.” Passaram-se 20 anos e muito pouco ou quase nada foi desenvolvido em termos de políticas públicas para solucintalonar a “cultura do desperdício” ecológico, social, econômico, político e ética. Basta fazer um simples exercício de matemática ambiental sobre o volume de milhares de quantidades de lixo que os municípios de Itajaí e Balneário Camboriú vêm despositando no antigo lixão da Canhanduba, hoje recebendo o pomposo rótulo de “aterro sanitário controlado”.

Vamos deixar um pouco essa liturgia absurda de lado para discutir sobre outra modalidade de aproveitamento de resíduos sólidos, denominada tecnicamente como “compostagem orgânica”, que consiste num processo que reúne alguns princípios elementares usados para acelerar e controlar a decomposição de materiais provenientes do lixo orgânico. As justificativas para a implantação desta técnica resultam das vantagens para o meio ambiente sustentável e para o homem, porque apresenta como vantagens principais: diminuição do volume de resíduos sólidos a ser disposto no meio ambiente natural, requerendo áreas menores para depósito e possibilitando o aumento da vida útil do aterro sanitário; contribuição para produzir em menor tempo possível adubo orgânico; estimular e fomentar a produção e consumo de produtos orgânicos; reduzir os custos do pagamento para coleta, transporte e disposição final do lixo; e despertar a consciência ambiental crítica sobre os problemas dos resíduos sólidos orgânicos e recicláveis, desde a sua gênese até o seu depósito em ambientes construídos pelo homem para enclausurar de forma correta e licenciada.

Qualquer cidadão na área urbana ou o agricultor na zona rural que tem à sua disposição um terreno para manejar esse material orgânico, com certeza vai produzir um adubo orgânico.

* Mestre em Educação Ambiental

 


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