Colunas


O populismo em preto e branco


O populismo é uma formulação política que credita ao povo uma condição de unicidade ou homogeneidade carregada de valores positivos duradouros. No populismo o povo é autêntico com tradições e conservadorismo que os faz portadores do fundamento da política. Tudo na política deve ser endereçado ao povo, este ser supremo.

No populismo a vontade do povo é intermediada por um messias, um salvador, um condutor capaz de sintetizar seus sentimentos e vontades. Este ser, quase um super-herói, passa a interpretar os sentidos da vida das pessoas e da política do país. De suas conclusões nascerão os salvo-condutos, a esperança de conquistas e as cargas de vinganças.

Por ser conduzido por uma única pessoa em nome de todos, estabelece a relação maniqueísta entre o bem e o mal, o certo e o errado, o bom e o ruim. Em todos os regimes de formulação populista a história política registra catástrofes sociais e autoritarismos “de fio desencapados”. Nenhum populismo, de esquerda ou de direita, acabou em campos de democracia e de Estado de Direito. A vontade de um não pode imperar a vontade de todos!

E porque a crença na “salvação” está na orientação de “um Salvador” estão dispensados todos meios, todas as negociações, todas as críticas. As nascentes do autoritarismo e de golpes respiram ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

No populismo a vontade do povo é intermediada por um messias, um salvador, um condutor capaz de sintetizar seus sentimentos e vontades. Este ser, quase um super-herói, passa a interpretar os sentidos da vida das pessoas e da política do país. De suas conclusões nascerão os salvo-condutos, a esperança de conquistas e as cargas de vinganças.

Por ser conduzido por uma única pessoa em nome de todos, estabelece a relação maniqueísta entre o bem e o mal, o certo e o errado, o bom e o ruim. Em todos os regimes de formulação populista a história política registra catástrofes sociais e autoritarismos “de fio desencapados”. Nenhum populismo, de esquerda ou de direita, acabou em campos de democracia e de Estado de Direito. A vontade de um não pode imperar a vontade de todos!

E porque a crença na “salvação” está na orientação de “um Salvador” estão dispensados todos meios, todas as negociações, todas as críticas. As nascentes do autoritarismo e de golpes respiram o ar do populismo. A vontade do povo já está interpretada e ajuizada; o bem já está definido; o mal já foi identificado.

Os meios de comunicação ou servem a este Senhor ou são descredenciados de fé pública. Jornais, Programas de televisão ou de rádios ou são alinhados ou são adversários. Já não há notícias ou fatos, mas a vontade do povo interpretada. Os processos de eleição ficam sob suspeita porque, em fundamento, são os depositários de vontade coletiva. Se eleições colocam em xeque o “Senhor da Salvação”, serão consideradas, primeiramente, sob suspeita: “se eu não for o vencedor é porque houve fraude”. E se não servem aos propósitos populistas, deverão ser suprimidos ou modificados ao gosto do “Senhor”.

No populismo o sistema de justiça somente poderá ser justo se contiver os desejos do “Senhor”. Sempre que tal não ocorra o Juiz não poderá está correto, independente da lei ou arranjo legal que possa levar para fundamentar sua conclusão. No populismo “melhor fechar tudo” e deixar ao sabor da vontade do “Senhor da Salvação”.

O populismo em preto e branco

O populismo é uma formulação política que credita ao povo uma condição de unicidade ou homogeneidade carregada de valores positivos duradouros. No populismo o povo é autêntico com tradições e conservadorismo que os faz portadores do fundamento da política. Tudo na política deve ser endereçado ao povo, este ser supremo.

No populismo a vontade do povo é intermediada por um messias, um salvador, um condutor capaz de sintetizar seus sentimentos e vontades. Este ser, quase um super-herói, passa a interpretar os sentidos da vida das pessoas e da política do país. De suas conclusões nascerão os salvo-condutos, a esperança de conquistas e as cargas de vinganças.

Por ser conduzido por uma única pessoa em nome de todos, estabelece a relação maniqueísta entre o bem e o mal, o certo e o errado, o bom e o ruim. Em todos os regimes de formulação populista a história política registra catástrofes sociais e autoritarismos “de fio desencapados”. Nenhum populismo, de esquerda ou de direita, acabou em campos de democracia e de Estado de Direito. A vontade de um não pode imperar a vontade de todos!

E porque a crença na “salvação” está na orientação de “um Salvador” estão dispensados todos meios, todas as negociações, todas as críticas. As nascentes do autoritarismo e de golpes respiram o ar do populismo. A vontade do povo já está interpretada e ajuizada; o bem já está definido; o mal já foi identificado.

Os meios de comunicação ou servem a este Senhor ou são descredenciados de fé pública. Jornais, Programas de televisão ou de rádios ou são alinhados ou são adversários. Já não há notícias ou fatos, mas a vontade do povo interpretada. Os processos de eleição ficam sob suspeita porque, em fundamento, são os depositários de vontade coletiva. Se eleições colocam em xeque o “Senhor da Salvação”, serão consideradas, primeiramente, sob suspeita: “se eu não for o vencedor é porque houve fraude”. E se não servem aos propósitos populistas, deverão ser suprimidos ou modificados ao gosto do “Senhor”.

No populismo o sistema de justiça somente poderá ser justo se contiver os desejos do “Senhor”. Sempre que tal não ocorra o Juiz não poderá está correto, independente da lei ou arranjo legal que possa levar para fundamentar sua conclusão. No populismo “melhor fechar tudo” e deixar ao sabor da vontade do “Senhor da Salvação”.

O Populista é o contrário de um Estadista. Este, o Estadista, faz da política um ato de instituições, fortalece as estruturas e dinâmicas da ação política, se acredita com o dever de informar por meios de comunicação e debater os caminhos com o Congresso Nacional. Não se coloca como salvador e procura legitimar seus atos por leis, regimentos, regulamentos e convenções institucionais.

Um Estadista, em momento de crise, provoca a conciliação e a união dos poderes e instituições, e procura integrar seus representantes. Um Populista, ao contrário, agrava crises, culpa os outros [representantes do mal], vive do conflito e tem adoração pelo confronto.

O Populista é o contrário de um Estadista. Este, o Estadista, faz da política um ato de instituições, fortalece as estruturas e dinâmicas da ação política, se acredita com o dever de informar por meios de comunicação e debater os caminhos com o Congresso Nacional. Não se coloca como salvador e procura legitimar seus atos por leis, regimentos, regulamentos e convenções institucionais.

Um Estadista, em momento de crise, provoca a conciliação e a união dos poderes e instituições, e procura integrar seus representantes. Um Populista, ao contrário, agrava crises, culpa os outros [representantes do mal], vive do conflito e tem adoração pelo confronto.


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Punição prevista em lei pra maus-tratos a animais funciona no Brasil?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Eleições 2026

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Cão Orelha

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

BANCO MASTER

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Colonialismo de dados

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil

Microbolsas

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil



Colunistas

Asfalto chega a quase 60 graus em Itajaí

Charge do Dia

Asfalto chega a quase 60 graus em Itajaí

Aurora em Cabeçudas

Clique diário

Aurora em Cabeçudas

Fiesc pede cautela na agenda 6x1

Coluna Acontece SC

Fiesc pede cautela na agenda 6x1

Carnaval já começou no Guarani

Jackie Rosa

Carnaval já começou no Guarani

Osmar tá on em Barra Velha

JotaCê

Osmar tá on em Barra Velha




Blogs

Marcílio Dias: ou ganha ou ganha

Blog do JC

Marcílio Dias: ou ganha ou ganha

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

VersoLuz

Warsan Shire. - Quando a casa vira boca de tubarão

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Espaço Saúde

Para onde está indo a nossa saúde mental, como indivíduos e como coletividade?

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas

A bordo do esporte

Tour de France no Brasil ganha nova patrocinadora de bicicletas






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.