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Edison d´Ávila é itajaiense, Mestre em História e Museólogo, mestre em Cultura Popular e Memória de Santa Catarina. Membro emérito do Instituto Histórico e Geográfico de SC, da Academia Itajaiense de Letras e da Associação de Amigos do Museu Histórico e Arquivo Público de Itajaí. É autor de livros sobre história regional de Santa Catarina

Anuário de Itajaí - 100 anos da 1ª edição


Em meio às comemorações do ano de 2024, principalmente as que marcam os 200 anos da paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí, três outras assinalam passagens importantes na sociedade e cultura local: os 100 anos da primeira edição do “Anuário de Itajaí” e os centenários de nascimento do pintor  Dide Brandão e do ex-governador Antônio Carlos Konder Reis.

Agora, neste artigo, vai se falar do lançamento do “Anuário de Itajaí para 1924”, acontecimento centenário que marcou época no jornalismo e na vida cultural da então pequena cidade de Itajaí.

Foram editores os jornalistas Jayme Fernandes Vieira e Juventino Linhares. Eles mesmos assim registram no preâmbulo da edição, como lhes ocorreu a ideia do “Anuário”. “Conversando  certa noite, cerca de dois meses, sobre cousas locais, veio-nos à lembrança a organização de um anuário para 1924, o qual repleto de informações úteis e interessantes, aliadas à descrição de diversos fatos e cousas da nossa terra, registrasse em páginas que teriam vastas circulação, fases curiosas da vida social, política e histórica do nosso município, como das regiões circunvizinhas.”

Anuários eram publicações comuns e muito populares à época, pois compilavam com muita propriedade e agrado notícias acerca da vida social e cultural da cidade, do estado e do país e informações ...

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Agora, neste artigo, vai se falar do lançamento do “Anuário de Itajaí para 1924”, acontecimento centenário que marcou época no jornalismo e na vida cultural da então pequena cidade de Itajaí.

Foram editores os jornalistas Jayme Fernandes Vieira e Juventino Linhares. Eles mesmos assim registram no preâmbulo da edição, como lhes ocorreu a ideia do “Anuário”. “Conversando  certa noite, cerca de dois meses, sobre cousas locais, veio-nos à lembrança a organização de um anuário para 1924, o qual repleto de informações úteis e interessantes, aliadas à descrição de diversos fatos e cousas da nossa terra, registrasse em páginas que teriam vastas circulação, fases curiosas da vida social, política e histórica do nosso município, como das regiões circunvizinhas.”

Anuários eram publicações comuns e muito populares à época, pois compilavam com muita propriedade e agrado notícias acerca da vida social e cultural da cidade, do estado e do país e informações de utilidade pública, como os cultivos de cada mês do ano, épocas de pagamento de impostos, recomendações para a saúde, num tempo em que poucas eram as revistas que circulavam, o rádio ainda era iniciante e da televisão e da internet nem se fazia ideia. Ter, portanto, uma publicação que reunisse tantas informações de real interesse agradava a todos.

Quando em janeiro de 1924, veio a circular o “Anuário de Itajaí”, a publicação foi muito bem recebida. Tendo na direção dois reconhecidos intelectuais itajaienses e jornalistas competentes, a publicação reunia várias informações,  artigos,   trabalhos literários e textos históricos de relevância para a cultura da cidade.

Vale citar, dentre outros, o excelente artigo sobre o município de Itajaí, a descrever a cidade, o itajaiense,  a economia, a educação, os meios de comunicação, o transporte daquela década do começo do século XX. Também produções literárias de escritores nacionais estão presentes, assim como, de escritores itajaienses, dentre eles Guedes Júnior, Gaspar da Costa Moraes, Alexandre Konder, Ignacio Bastos e o próprio Jayme Fernandes Vieira, com seu apreciado conto “Valentias”.

Outra grande contribuição cultural trazida pelo “Anuário de Itajaí para 1924” foi a transcrição de dois documentos de capital importância para o conhecimento da história de Itajaí, quais sejam a Provisão do Bispo do Rio de Janeiro, criando o Curato de Itajaí, que marcou o início da cidade e o documento de doação da terra em que se construiu a primeira igreja de Itajaí, a atual Igreja da Imaculada Conceição, local histórico do nascimento de Itajaí.  Se não tivesse havido essa publicação, hoje não se saberia  como tudo começou, pois que aqueles documentos se perderam no passar dos anos.

O “Anuário de Itajaí”, depois de algumas interrupções, hoje é publicado regularmente como anais pela Fundação Genésio Miranda Lins, mantenedora do Museu Histórico, Museu Etnoarqueológico e Arquivo Público de Itajaí, desde 1998. Recomenda-se sua leitura, a quem mais quer conhecer e estimar Itajaí.   


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