Coluna Acontece SC
Por Ewaldo Willerding - ewaldo.willerding@gmail.com
Ewaldo Willerding é jornalista formando pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atua há 36 anos na imprensa de Florianópolis
O que mostra a nova pesquisa Neokemp
A pesquisa eleitoral realizada pela Neokemp e divulgada nesta sexta-feira mostra mais uma vez a liderança do governador Jorginho Mello (PL) na disputa ao Governo do Estado em 2026. Neste levantamento realizado em dezembro, Jorginho tem 41,3% contra 20,1% de Rodrigues – em novembro, o cenário era de 39,5% a 19,2%. Décio Lima aparece em terceiro, com 14,6% - em novembro tinha 13,1%. A Neokemp ouviu 1200 eleitores a partir dos 16 anos em 95 cidades entre os dias 22 e 23. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os dados quase se repetem e mostram um cenário amplamente favorável ao atual chefe do Executivo catarinense. Se não houver fato novo, Jorginho pode até encaminhar uma vitória no primeiro turno. A mesma pesquisa destacou, num cenário de divisão da esquerda, com Carlito Merss (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) na disputa, Jorginho Mello dispara para 44,7% contra 24% de João Rodrigues.
Rejeição
Jorginho Mello só não tem vantagem sobre João Rodrigues (PSD) quando se trata de rejeição. Quando a pergunta ao eleitor é “Em qual destes candidatos você não votaria de jeito nenhum”, o governador é o terceiro colocado com 21,9%. O prefeito de Chapecó é o quarto, com apenas 5,6%. Carlito Merss (31,4%) e Afrânio (26,1%) são os mais rejeitados.
Senado
O levantamento da Neokemp confirma a preferência do eleitorado catarinense por candidatos conservadores e mantém o cenário de novembro, com Carol De Toni (PL) na liderança, com 28,6% das preferências. Carlos Bolsonaro (PL) está em segundo, com 25%. Esperidião Amin se mantém em terceiro, com 16% das intenções, empatado com Décio Lima (PT).
Dúvidas
Os números ao Senado deixam o Jorginho Mello num impasse cada vez maior de resolver. Como deseja ter Amin na majoritária – por conta da força da Federação União Progressista -, fica impossível sustentar a dupla Carol e Carlos na mesma chapa. Como Carol deve rumar ao Novo, fica a dúvida sobre se a militância bolsonarista trabalhará para a reeleição de Amin.
Prisão
Na noite de Natal, o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques - condenado a 24 anos e seis meses de prisão por atos golpistas -, desativou a tornozeleira eletrônica que usava e sumiu de sua casa, num condomíonio localizado em São José, Grande Florianópolis. Foi preso no Paraguai, com passaporte falso, quando embarcava para El Salvador, com escala no Panamá.
